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FBI apreende ferramentas usadas em ataques nos EUA por hackers supostamente ligados à China

Operação tornou recursos inoperantes, afetando a capacidade do grupo conhecido como Flax Typhoon

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O FBI apreendeu ferramentas de hackers ligadas ao governo chinês, usadas em operações cibernéticas nos EUA e no exterior.
  • As ferramentas "Microscan" e "FishHub" eram utilizadas para identificar alvos e realizar ataques de phishing em infraestruturas críticas.
  • A operação tornou essas ferramentas inoperantes, enfraquecendo a capacidade do grupo hacker conhecido como Flax Typhoon.
  • O FBI associou a operação à empresa chinesa Integrity Technology Group, que mantém contratos com o governo chinês.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ferramentas "Microscan" e "FishHub" foram usadas para ataques em infraestruturas Nathan Howard/Reuters - 28.11.2025

O FBI (Federal Bureau Of Investigation) apreendeu ferramentas de varredura e de phishing usadas por um grupo de hackers que autoridades americanas associam ao governo chinês e que seria responsável por operações cibernéticas disruptivas nos Estados Unidos e no exterior, inclusive contra o setor de energia, universidades e infraestrutura crítica.

A apreensão, anunciada nesta quinta-feira (8) pelo FBI e pelo Departamento de Justiça, é o mais recente esforço das autoridades para atingir uma campanha de invasões conhecida no setor privado como Flax Typhoon.

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Segundo os órgãos americanos, as ferramentas envolvidas — chamadas “Microscan” e “FishHub” — eram usadas para identificar alvos, aplicar golpes de phishing e invadir redes de organizações de infraestrutura crítica nos EUA e em outros países.

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O FBI afirmou que o “Microscan” foi usado, entre outros, contra uma empresa de energia não identificada nos EUA, aeroportos no Japão e na Polônia, universidades em Taiwan, uma organização internacional não governamental e empresas taiwanesas de infraestrutura crítica.

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Já o “FishHub” teria facilitado ataques de phishing que davam aos invasores acesso remoto às redes das vítimas.

As autoridades disseram que a operação tornou as ferramentas inoperantes, o que representaria um golpe para a capacidade do grupo.

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“Nós buscamos remover a capacidade desses atores. Miramos a infraestrutura, o dinheiro e as ferramentas”, afirmou Jason Bilnoski, diretor-assistente adjunto da Divisão Cibernética do FBI, em entrevista à Associated Press.

De acordo com o FBI, as ferramentas eram operadas por uma empresa chinesa de segurança da informação chamada Integrity Technology Group, que mantém contratos com o governo chinês.

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O FBI considera a empresa como a verdadeira identidade por trás do Flax Typhoon.

Em setembro de 2024, o FBI anunciou ter interrompido uma botnet de grande escala associada ao Flax Typhoon, que havia instalado software malicioso em mais de 200 mil dispositivos de consumo, como câmeras, gravadores de vídeo e roteadores domésticos e corporativos, para formar uma rede usada em crimes cibernéticos, como roubo de informações sensíveis.

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