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FBI se envolve diretamente em investigação de avião malaio desaparecido

O FBI pode ajudar a descobrir dados apagados no simulador de voo da casa do piloto

Internacional|Do R7

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Governo da Malásia é pressionado por respostas
Governo da Malásia é pressionado por respostas

As autoridades da Malásia solicitaram um maior envolvimento na investigação do avião desaparecido em 8 de março aos Estados Unidos e o FBI revisará os dados do simulador de voo encontrado na casa do piloto, o capitão Zaharie Ahmad Shah, informaram nesta quarta-feira (19) fontes da instituição.

As autoridades malaias afirmaram que alguns dados haviam sido apagados do simulador de voo que o piloto tinha instalado em sua própria casa, e solicitaram ajuda ao FBI para recuperar essa informação, após registrar a residência do comandante aos arredores de Kuala Lumpur no fim de semana passado.

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As equipes consideram que estes dados poderiam lançar alguma pista sobre o paradeiro do avião, um Boeing 777, que levava 239 pessoas a bordo. O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, reconheceu nesta quarta-feira que os dois governos estão em conversas em andamento sobre como podemos ajudar.

— Estamos trabalhando com as autoridades da Malásia, mas não temos nenhuma teoria, disse Holder.

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De acordo a fontes do FBI, que solicitaram o anonimato por ser uma investigação aberta, o simulador poderia ser enviado a um laboratório do FBI em Quantico, na Virgínia, para ser examinado em profundidade junto com o disco rígido.

Até agora, as autoridades da Malásia tinham aceitado a ajuda de governos estrangeiros em trabalhos de busca do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido no dia 8, quando partia da capital, Kuala Lumpur, para Pequim.

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No entanto, e embora uma equipe do FBI de cerca de 12 pessoas tenha se deslocado à Malásia, não havia participado das investigações, e só havia sido informado sobre sua evolução. Além disso, a Malásia ainda não respondeu às ofertas de ajuda por parte do Instituto Oceanográfico dos EUA, cuja experiência em rastreamentos submarinos ajudou a localizar os destroços do voo Air France 447 que caiu no Oceano Atlântico em 2009.

As reservas e a persistente incerteza 12 dias depois do último contato com o voo elevaram as críticas de vários países, especialmente da China, já que mais da metade dos passageiros eram chineses, diante da capacidade da Malásia de encontrar o avião.

O MH370 decolou de Kuala Lumpur às 0h41 (horário local) do sábado, 8 de março, (16h41, horário de Brasília, da sexta-feira, 7) e planejava aterrissar em Pequim cerca de seis horas mais tarde, mas desapareceu dos radares 40 minutos após decolar sobre o Golfo da Tailândia, e desde então não se sabe nada dele nem se encontraram restos. Sabe-se que o avião mudou de rumo e chegou à Península de Malaca, mas a partir daí há apenas especulações.

Vinte e seis nações participam de sua busca em dois corredores, um que se estende desde a Indonésia até o sul de oceano Índico e outro que abrange desde o norte da Tailândia até Cazaquistão e Turcomenistão.

Malásia conserva o papel de país coordenador, mas delegou em outras nações parte das operações perante a vasta zona que se deve registrar, de 2,2 milhões de milhas náuticas quadradas ou 5,6 milhões de quilômetros quadrados. 

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