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Figueiredo e Lavrov se reúnem para potencializar relações bilaterais

Internacional|Do R7

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Moscou, 20 nov (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, se reuniram nesta quarta-feira para promover as relações bilaterais e aprofundar a "associação estratégica" entre dois países que tradicionalmente mantiveram laços amistosos. "O Brasil é nosso maior parceiro comercial na América Latina. Os dois países planejamos cumprir os acordos de (nossos) presidentes para aumentar em um futuro próximo o volume de vendas até US$ 10 bilhões", disse Lavrov em entrevista coletiva com seu colega brasileiro. O titular das Relações Exteriores russo se referiu assim aos objetivos divulgados pelo presidente russo, Vladimir Putin, e pela presidente Dilma Rousseff, durante sua reunião no Kremlin em meados de dezembro passado. O volume de troca comercial entre os dois países havia se multiplicado por dois entre 2005 e 2008, um crescimento que freou a crise mundial mas que se recuperou no ano 2011. Figueiredo se referiu à próxima reunião em Brasília da Comissão mista de cooperação econômica e comercial entre Rússia e Brasil, e afirmou: "estamos trabalhando fortemente para dar um novo impulso e novos estímulos ao comércio bilateral". O titular da pasta comentou que estão satisfeitos do aumento desse comércio, assim como dos investimentos mútuos no outro país. O ministro russo destacou o nível de colaboração entre os dois países em vários setores, como defesa, ciências, esportes e espaço. Figueiredo informou que Rússia e Brasil assinaram uma declaração com a qual se comprometem "a não ser os primeiros a enviar armamento ao espaço". Os chanceleres também abordaram o polêmico programa nuclear iraniano e o conflito na Síria. Lavrov destacou a contribuição brasileira "na busca de vias para reduzir as tensões em torno dessa questão". "Espero que a rodada de conversas entre Irã e o Sexteto que começa hoje (em Genebra) seja bem-sucedida", afirmou o ministro russo. Enquanto isso, Figueiredo agradeceu a Lavrov por "seu papel na resolução do conflito sírio". Os chanceleres falaram também do problema da espionagem em massa pelos Estados Unidos, tema delicado para o Brasil, que reagiu com indignação frente à denúncia de que Washington espionou os telefones e os e-mails de Rousseff. "Nossa tarefa é garantir a proteção de direitos humanos fundamentais como o direito à privacidade", disse Figueiredo. Por sua vez, Lavrov defendeu implementar regras de "comportamento comum no ciberespaço", e lembrou que Moscou propõe "aceitar obrigações de não interferir nas vidas privadas dos cidadãos". Figueiredo chegou ontem a Moscou em sua primeira visita oficial fora da América do Sul. EFE vm-vh/tr (vídeo)

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