Flávio Bolsonaro virou ‘moeda de troca’ que pode ser empregada por Trump, diz professor
Senador viajou, nesta terça-feira (27), para os EUA, após perder o segundo turno da eleição para Lula
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Flávio Bolsonaro viajou, nesta terça-feira (27), para os Estados Unidos, segundo aliados próximos. A expectativa é de que ele desembarque na Flórida. Segundo Vinicíus Vieira, professor de relações internacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas), a intenção do ex-candidato à Presidência é fugir das investigações em que aparece envolvido.
“É importante dizer que não são de perseguição política, mas que envolvem suspeitas que precisam ser investigadas de lavagem de dinheiro, ou então ele vai tentar reivindicar, e me parece muito grave se isso ocorrer, um papel de presidente de fato, que novamente não há o menor indício de que ele tenha vencido esse pleito”, diz.
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Em entrevista ao programa Link News, o professor aponta que há uma possibilidade de que o governo de Donald Trump busque pressionar o Brasil com sanções, não em forma de tarifas, mas sanções que tenham como alvo, por exemplo, o ministro Alexandre de Moraes, com base na lei Magnitsky.
“Em 2025, em função das relações diplomáticas, houve um processo pelo qual essas sanções foram suspensas. Mas não me surpreenderei se houver novamente esse tipo de ação por parte da administração Trump como forma de tentar criar um ambiente de incerteza acerca dos resultados das nossas eleições”, explica.
Segundo Vieira, Trump está “muito mais preocupado” com a agenda imposta nas negociações comerciais, sobre o futuro do Pix e o acesso dos norte-americanos aos minerais críticos. “Não que Lula a princípio não queira negociar, mas sem dúvida deve impor condições muito mais difíceis aos americanos do que um eventual governo Flávio Bolsonaro, em função do alinhamento ideológico, acabaria por impor”, afirma.
Para ele, Trump pode conceder visto americano a Flávio para “ampliar o poder de barganha” e impor uma série de condições, principalmente nas negociações econômicas e nas questões de segurança. “Parece que Flávio Bolsonaro virou simplesmente uma moeda de troca que pode ser empregada por Donald Trump, depois que essa poeira toda baixar e quando houver retomada das negociações entre Brasil e Estados Unidos”, ressalta.
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