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FMI insiste em reforma de cotas e cobra mais ênfase na criação de emprego

Internacional|Do R7

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Alfonso Fernández. Washington, 20 abr (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou neste sábado a necessidade de atuar "decisivamente" para estimular a criação de emprego e chamou os EUA e a Europa a ratificar finalmente o processo de reforma na estrutura do organismo, algo fundamental para sua "efetividade e credibilidade". Embora as "decisões políticas estejam atenuando riscos a curto prazo", o FMI advertiu no comunicado de fechamento de seu Comitê Financeiro e Monetário Internacional, seu principal órgão assessor, que está surgindo um crescimento "desigual" no qual a criação de emprego se mostra muito fragilizada. O presidente do Comitê, Tharman Shanmugaratnam, se mostrou esperançoso pelo maior foco da reunião na criação de empregos e no crescimento em relação ao último ano. "Não passamos a crise totalmente, mas, se compararmos com os encontros realizados há um ano, há uma concentração muito maior nestes dois aspectos", afirmou Tharman em entrevista coletiva, na qual esteve acompanhado pela diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. A reunião, que se encerra hoje em Washington e que foi assistida por mais de 200 ministros de Economia e Finanças e banqueiros centrais, remarcou a necessidade de complementar os planos de consolidação fiscal com políticas de estímulo. Além disso, o encontro ressaltou as políticas monetárias expansivas aplicadas pelos Estados Unidos, Japão e Europa como importantes para impulsionar o crescimento, embora também tenha reconhecido que as mesmas comportam "novos riscos", especialmente para os países emergentes pelos possíveis fluxos de capital "volátil" em direção a eles. A Europa se mantém como principal ponto de preocupação, já que é esperado que a mesma volte a fechar este ano em recessão de 0,3%, um número que o fundo recomendou "progressos tangíveis" relacionados "uma união bancária efetiva e uma mais robusta união fiscal". Além disso, o contraste entre economias avançadas e em desenvolvimento, com crescimentos superiores a 5%, provocou um distanciamento em um dos principais aspectos do organismo internacional, como a reforma de sistema de cotas estipulada em 2010, que, no entanto, se encontra bloqueada pela falta de avanços dos EUA e Europa. Neste aspecto, o Brasil, que propôs a criação de um banco de desenvolvimento próprio junto com o resto dos Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), foi um dos países mais diretos nas críticas ao sistema atual ao considerar que o mesmo não reflete o atual equilíbrio de poder. "Os Estados Unidos são incapaz, e a Europa não está disposta a cumprir as reformas estipuladas", assegurou o ministro das Finanças, Guido Mantega, em seu discurso na assembleia plenária. Diante deste contexto, o comunicado do Comitê Financeiro e Monetário mostrou um tom inequívoco ao defender que "os membros que ainda não completaram os passos necessários para ratificar as reformas de 2010 devem realizá-las sem demora", em referência aos Estados Unidos e Europa. "Completar esta reforma é fundamental para sua credibilidade, legitimidade e efetividade", citou o comunicado. Após a advertência lançada, as palavras do secretário do Tesouro de EUA, Jack Lew, foram bem recebidas, já que o mesmo reafirmou seu compromisso com esta modificação, embora o Congresso americano não tenha demonstrado ter intenção de ratificar o acordo em um futuro próximo. Os Estados Unidos, como principal economia mundial, conta com a maior parcela de representação do organismo. Por último, o Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial anunciou seu respaldo formal ao objetivo do presidente Jim Yong Kim de conseguir erradicar a extrema pobreza até o ano 2030. "Não tenho dúvida que o mundo pode acabar com a extrema pobreza dentro de uma geração (...) Se alcançamos, podemos conseguir um marco histórico", finalizou Kim. EFE afs/fk (foto)

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