Logo R7.com
RecordPlus

França diz que conseguiu frear avanço de rebeldes islamitas no Mali

Analistas acreditam que, sem o auxílio francês, a capital do Mali teria caído nas mãos dos rebeldes

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Oficiais malineses patrulham as ruas da capital, Bamaco, neste domingo (13)
Oficiais malineses patrulham as ruas da capital, Bamaco, neste domingo (13)

A França afirmou neste domingo (13) que conseguiu frear o avanço dos islamitas salafistas rumo ao sul de Mali e indicou que agora visa a destruição das instalações desses grupos no norte do país, que está sob controle das forças rebeldes desde meados do ano passado.

A análise da situação foi tema de um conselho de Defesa no qual também foi abordada a operação francesa na Somália. Após a reunião, o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, reconheceu que a tentativa de libertar o refém Dennis Allex "foi um fracasso" e que acredita que o sequestrado já tenha sido morto.


O balanço positivo ficou centrado no desdobramento em Mali, no qual se deu por cumprido o objetivo de bloquear a progressão salafista e, desde hoje, as forças estão centradas em minar a capacidade desses grupos no norte, que, segundo o ministro, "são muito combativos e contam com armas potentes".

O terceiro dia da chamada "Operação Cerval" em Mali terminou com a destruição de campos de treinamento, infraestruturas e depósitos logísticos perto da cidade setentrional de Gao.


O "componente essencial" da intervenção da França continua sendo aéreo, segundo indicou Fabius em entrevista à rede LCI, mas precisou que esse tipo de operações requer que as forças especiais no terreno ajudem os aviões a localizar seus alvos.

Por enquanto, há centenas de soldados no local e o número deve aumentar nesta semana, quando também está previsto que cheguem reforços do Senegal, Níger, Nigéria "e provavelmente Chade".


Desde Paris, Fabius admitiu que embora a França se encontre "na primeira linha de fogo" porque está em condições de intervir após o pedido de ajuda recebida na quinta-feira pelo presidente interino de Mali, Dioncunda Traoré, o apoio internacional "é essencial".

A ajuda logística em matéria de transporte e telecomunicações que chegou desde a Grã-Bretanha, Dinamarca, Estados Unidos, e "outros grandes países" que não foram citados, também é essencial.


Fabius lembrou também da Argélia, que permitiu sobrevoar seu espaço aéreo "sem limite".

O chanceler citou ainda as baixas no bando salafista, que não foram cifradas, mas são consideradas importantes, e o fato de destruir alvos concretos, que colocou a França em um nível superior, depois que, no sábado, um piloto de helicóptero morreu após ser atingido.

Luta implacável

Por sua vez, em entrevista à rede I-Tele, o ministro francês de Defesa, Jean-Yves Le Drian, disse que o objetivo da França "é a luta implacável" contra o terrorismo e evitar a implantação em Mali de um "Estado terrorista", que, segundo Paris, seria "dramático" tanto para esse país como para a África e Europa.

Desde Paris, Le Drian insiste ao mesmo tempo em que a intenção não é permanecer em Mali "para sempre", mas que as tropas francesas sejam substituídas por uma força africana que permita cumprir o resto de objetivos: a recuperação da integridade territorial e a aplicação da resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Na França, acredita-se que Bamaco teria caído em questão de dias se o país europeu não tivesse intervindo após a ofensiva surpresa empreendida na quinta-feira contra Kona pelos grupos salafistas Ansar Al Din, Monoteísmo e Jihad em África Ocidental (MYAO) e Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI).

E essa postura se vê reforçada, segundo as autoridades francesas, pelas felicitações recebidas, a última das quais partiu do secretário-geral da ONU, Ban-Ki-moon, em uma conversa telefônica mantida com Fabius.

As autoridades francesas se mostram conscientes dos riscos que corriam ao tomar esse passo e, perante possíveis represálias, reforçou o plano de alerta antiterrorista "Vigipirate", que se encontra no nível vermelho, imediatamente inferior ao máximo, de cor mais forte.

Concretamente, segundo indicou neste domingo o Ministério do Interior, o órgão está prestando atenção particular à proteção de lugares considerados sensíveis: locais militares, locais de culto, legações diplomáticas e lugares de muito trânsito.

"O papel do chefe do Estado é estar à altura dos eventos", disse Le Drian, um dos participantes de uma nova reunião sobre a situação no país marcada para segunda-feira.

Quer ficar bem informado? Leia mais

O que acontece no mundo passa por aqui

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.