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Fundador de sociedade uruguaia usada por Bárcenas diz que não o conhece

Internacional|Do R7

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Montevidéu, 23 jul (EFE).- O fundador da companhia uruguaia Tedesul, supostamente usada pelo ex-tesoureiro do Partido Popular (PP) espanhol Luis Bárcenas para transferir dinheiro ao Uruguai, disse nesta quarta-feira à Agência Efe que criou a sociedade anônima porque este é seu trabalho e que não o conhece. "Meu nome aparece no estatuto social porque sou fundador da sociedade, porque minha entidade se dedica a tramitar a constituição de sociedades", disse Daniel Ángel Pérez Blanco, que afirmou não lembrar se foi uma pessoa, uma empresa ou uma entidade jurídica quem comprou a Tedesul. "Não abri conta bancária em nenhum lado nem representei ninguém em um banco", acrescentou. Peréz Blanco admitiu, além disso, que sua esposa, Cristina González Silvestri, também foi sócia fundadora porque "é necessário uma pessoa de confiança" para isso, embora tenha garantido que sua mulher não trabalha com ele. O juiz Pablo Ruz, do tribunal espanhol Audiência Nacional, pediu ontem ao Uruguai o bloqueio das contas abertas neste país em nome de Luis Bárcenas e da Tesedul. Além disso, solicitou uma confirmação de que o ex-tesoureiro está sendo investigado no Uruguai. Ruz emitiu uma comissão rogatória ao Uruguai para obter informação sobre a investigação que um tribunal realiza sobre Bárcenas, que supostamente transferiu em 2009 pelo menos 800.000 euros do banco suíço Lombard Odier para a Tedesul. O juiz espanhol já pediu ajuda judicial a 20 países, especialmente à Suíça, onde o ex-tesoureiro do PP chegou a acumular 48 milhões de euros. Em declarações feitas em Montevidéu, Pérez Blanco se desvinculou hoje de todo o processo e lamentou que seu nome tenha aparecido vinculado ao caso, embora tenha admitido que este é o risco de seu trabalho. "Fui acionista, fui fundador com a finalidade de constituir a sociedade. Depois, a vida real da sociedade começou depois que eu me desvinculei", explicou. Pérez Blanco garantiu que não foi "testa-de-ferro" de ninguém "nem dono" da companhia, que a sociedade "estava pré-fabricada" no Uruguai e que nesse tempo "teve atividade zero". "É meu trabalho, aqui há quatro ou cinco entidades dedicamos a isso e nos desvinculamos da sociedade quando começa a atividade real", ressaltou. EFE rac/dk

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