George W. Bush recrimina Vladimir Putin por ter humilhado seu cachorro
Internacional|Do R7
Dallas (EUA), 4 abr (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, explicou nesta sexta-feira que sua relação com o então primeiro-ministro russo Vladimir Putin piorou com os anos e lhe recriminou, com certa dose de humor, por ter humilhado seu cachorro Barney. Coincidindo com a inauguração no sábado de uma exposição de pinturas do ex-presidente em Dallas, o político americano concedeu uma entrevista exclusiva a sua filha Jenna Bush Hager, que é repórter da emissora "NBC" e com quem percorreu sua mostra de 30 retratos que fez de líderes mundiais, inclusive Putin. "Vladimir Putin, sim, me reuni com ele muito durante a presidência. Cheguei a conhecê-lo muito bem. Tive uma boa relação, que ficou mais tensa à medida que passava o tempo", disse Bush perante o retrato que pintou do político russo. O ex-presidente disse acreditar que o retrato, feito a partir de uma fotografia, consegue refletir que Putin percebe "em muitos sentidos os Estados Unidos como um inimigo" e que encara a relação entre ambas potências como uma competição na qual um tem que ganhar e o outro perder. Bush demonstrou que a diplomacia também está nos detalhes e, com certa ironia, se mostrou incomodado com o tratamento que Putin deu a Barney, o cachorro dos Bush, que ocupa um "lugar especial no coração" do ex-presidente. "Eu o apresentei a Putin", contou sobre Barney. "E Putin o humilhou: 'Você chama isso de cachorro?'", lembrou Bush as palavras do líder russo. E acrescentou que, em uma visita à Rússia, Putin lhe apresentou seu animal de estimação: "Era um enorme cachorro, obviamente muito maior que um Terrier escocês. E Putin me olha e diz: 'Maior, mais forte e mais rápido que Barney'". O Bush artista, que há dois anos faz aulas de pintura, explicou que os retratos de Angela Merkel, Silvio Berlusconi, Tony Blair, Nicolas Sarkozy, José María Aznar, Felipe Calderón e Álvaro Uribe, entre outros, buscam captar as sensações que estes líderes lhe causaram. "Espero que captem o espírito com o qual foram pintados. Este era o espírito da amizade e os admiro como líderes", explicou o ex-presidente americana a sua filha. EFE dsb/rsd













