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Governo brasileiro diz que mudança na NSA “é um primeiro passo”

Segundo porta-voz, Presidência vai acompanhar “desdobramentos do discurso” de Obama

Internacional|Do R7

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Dilma questionou espionagem em discurso na ONU, em setembro
Dilma questionou espionagem em discurso na ONU, em setembro

O governo brasileiro acompanha “com extrema atenção os desdobramentos práticos do discurso” do presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a mudança de atuação da NSA (Agência de Segurança Nacional, na sigla em inglês), informou neste domingo (19) o porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann.

Essa é a primeira vez que o Palácio do Planalto se manifesta sobre o assunto desde que Obama anunciou, na última sexta-feira (17), a proibição da espionagem de líderes de países amigos e aliados. Segundo o presidente norte-americano, a agência começou a frear a vasta coleta de dados telefônicos como parte de uma série de reformas desencadeada pelas revelações do ex-técnico da NSA Edward Snowden, que denunciou atividades de espionagem da agência.


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Em nota, o Planalto informa que “o governo brasileiro analisou detidamente o anúncio do presidente Barack Obama de mudanças na atuação da NSA, a agência de segurança norte-americana” e publica mensagem de Traumann.

— É um primeiro passo. O governo brasileiro irá acompanhar com extrema atenção os desdobramentos práticos do discurso.


Por causa das denúncias de espionagem do governo e de empresas brasileiras, a presidente Dilma Rousseff cancelou viagem que faria em outubro a Washington. Segundo ela, “eu e o presidente Obama estaríamos submetidos ao constrangimento de uma nova denúncia [caso eu tivesse viajado aos EUA]”.

Nações Unidas


Em setembro do ano passado, Dilma criticou com veemência os atos de espionagem dos Estados Unidos em discurso na ONU (Organização das Nações Unidas) e disse que o Brasil vai redobrar os esforços para se proteger das interceptações. 

Em dezembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou o projeto de resolução sobre "O Direito à Privacidade na Era Digital", apresentado por Brasil e Alemanha no mês anterior. O documento foi aprovado por consenso entre os 193 Estados-membros da ONU e passou a valer imediatamente. A resolução não é vinculante, mas tem peso simbólico e, apesar de não mencionar diretamente os EUA, foi uma resposta às revelações feitas por Snowden.

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