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Governo colombiano e Farc fecham novo acordo de paz para superar rejeição em plebiscito

Nova versão acolhe pontos exigidos em referendo, como informações sobre envolvimento das Farc no tráfico de drogas

Internacional|Do R7, com Reuters

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Negociadores se cumprimentam em Havana após revisarem o acordo de paz selado em agosto
Negociadores se cumprimentam em Havana após revisarem o acordo de paz selado em agosto

O governo da Colômbia e as guerrilhas marxistas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) disseram neste sábado (12) em Havana, Cuba, que fecharam um segundo acordo de paz para tentar encerrar de vez o conflito que já dura 52 anos no país. O novo acordo traz revisões do primeiro acordo, selado em agosto, e que levaram à rejeição do tratado em plebiscito realizado no início de outubro.

Segundo o governo e as Farc, que mantêm conversas em Havana há quatro anos, foram incorporadas propostas de vários grupos no novo acordo.

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"Apelamos a toda a Colômbia e à comunidade internacional para apoiar este novo acordo e sua rápida implementação, e assim deixar a tragédia da guerra no passado", informou um comunicado conjunto. "A paz não pode esperar mais."

No entanto, o ex-presidente Álvaro Uribe, que liderou a oposição ao acordo original, disse que seu campo e as vítimas do conflito, que já matou mais de 220 mil pessoas, deveriam brevemente estudar o novo acordo antes de ser implementado.

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"Pedi ao presidente que os textos que anunciam em Havana não sejam definitivos", disse ele em um comunicado publicado em sua conta no Twitter, acrescentando que a oposição pode querer fazer ajustes.

O principal negociador do governo colombiano, Humberto de la Calle, disse que uma das principais mudanças é uma exigência de que as FARC apresentem um inventário completo de seus ativos, que serão destinados à compensação das vítimas.

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O novo acordo também retira magistrados estrangeiros de tribunais especiais de paz, embora haja observadores estrangeiros, e estipula que as FARC entreguem informações "exaustivas e detalhadas" sobre seu envolvimento no tráfico de drogas.

Não foram divulgados detalhes sobre se o acordo aborda as principais preocupações da oposição liderada por Uribe, ou seja, a garantia de assentos parlamentares para as FARC no Congresso e a imunidade de sentenças de prisão para os líderes.

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"Esse acordo é a melhor saída na medida em que resolve muitas críticas e insatisfações", disse De la Calle. "Como o primeiro, não terá aceitação unânime, mas esperamos que tenha um apoio mais sólido."

O presidente Juan Manuel Santos, que no mês passado ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para acabar com a guerra, apostou seu legado em um acordo e passou as últimas semanas lutando para salvá-lo. Ainda não está claro se o novo acordo será colocado novamente em votação popular.

"Nós elogiamos Santos por formar um diálogo nacional inclusivo para incorporar neste acordo revisado as preocupações de quem votou contra o acordo de paz inicialmente proposto", afirmou Susan Rice, assessora de Segurança Nacional dos EUA.

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