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Governo Conte recebe voto de confiança no Senado da Itália

Em discurso a senadores, Giuseppe Conte prometeu endurecer regras contra a imigração ilegal. Governo ainda precisa do apoio dos deputados

Internacional|Da Ansa Brasil

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Conte (ao centro) recebeu apoio do M5S e da Liga
Conte (ao centro) recebeu apoio do M5S e da Liga

O governo do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, recebeu nesta terça-feira (5) o voto de confiança do Senado, com um placar de 171 a 117, além de 25 abstenções.

O número, na prática, representa a maioria que o jurista possui na Câmara Alta do Parlamento, com 10 assentos a mais do que o mínimo de 161. A votação na Câmara dos Deputados será nesta quarta (6).

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Além dos 109 votos do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e dos 58 da Liga, Conte conta com o apoio de dois senadores de legendas de italianos no exterior e de parlamentares que se desligaram do M5S após as eleições.

Na Câmara, o primeiro-ministro deve obter os votos de mais de 350 deputados (de um total de 630).

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Conte prometeu endurecer contra imigração

Em seu discurso no Senado, Conte prometeu endurecer as regras contra a imigração ilegal, defendeu reformas na União Europeia e pediu a redução das sanções econômicas contra a Rússia.

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"É um momento importante para mim e para o país", declarou o premiê que, na teoria, é o chefe de governo, mas, na prática, está subordinado aos líderes do M5S, Luigi Di Maio, e da Liga, Matteo Salvini, hoje ministros do Trabalho e do Interior, respectivamente.

Se autodeclarando "advogado do povo", Conte ressaltou que governará com "humildade e determinação, movido pelo espírito de serviço".

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"Haverá uma mudança radical", prometeu, assumindo o rótulo de "populista". "Se o populismo é a atitude de escutar as necessidades do povo, então somos populistas", disse.

Desemprego em alta

A Itália ainda patina para sair da crise econômica iniciada na década passada e possui taxa de desemprego de 11,2% e uma dívida de mais de 130% do PIB, a segunda maior entre os países da União Europeia, atrás apenas da Grécia.

Além disso, vem convivendo nos últimos anos com a emergência migratória no Mediterrâneo, que, apesar da recente desaceleração, continua levando multidões de migrantes forçados ao país.

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