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Governo da Venezuela critica novelas em esforço para conter homicídios

Internacional|Do R7

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CARACAS, 20 Jan (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pedirá a representantes das emissoras de televisão do país nesta segunda-feira que mudem o que ele chama de cultura da violência glamorizada pela mídia.

Eleitores rotineiramente citam os crimes violentos como sua principal preocupação. No caso mais recente a pressionar o governo, um homem atirou e matou uma ex-miss Venezuela e seu ex-marido na frente da filha do casal.

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Maduro, que ganhou uma apertada eleição presidencial em abril para suceder seu falecido mentor Hugo Chávez, acusou as emissoras de televisão, em especial as populares novelas, de glamorizar armas, drogas e bandidos.

"Nós vamos construir uma cultura de paz", disse ele na semana passada, convocando representantes de canais locais a ir o Palácio de Miraflores nesta segunda-feira.

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"Eles transmitem valores negativos de morte, drogas, armas, violência e traição e tudo de ruim que um humano pode ser", afirmou.

O governo lançou cerca de 20 campanhas para melhorar a segurança nos últimos anos, mas a taxa de homicídios continuou a se agravar. De acordo com dados oficiais, o número de assassinatos cresceu 105 por cento desde que Chávez chegou ao poder, há 15 anos.

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Uma nova força nacional de polícia foi lançada e as autoridades socialistas também tem mirado produtos que acreditam que contribuem para a cultura da violência. Cinco anos atrás, Chávez baniu a produção, importação e distribuição de jogos eletrônicos e brinquedos violentos.

A taxa oficial de homicídio do país foi de 39 a cada 100.000 habitantes no ano passado. Organizações não-governamentais locais calculam que o número seja quase o dobro, computando um total de 24.000 mortes.

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O assassinato neste mês da rainha da beleza e atriz de novelas Monica Spear provocou uma reunião de emergência entre políticos para discutir a criminalidade e um raro aperto de mãos entre Maduro e seu rival opositor, Henrique Capriles - o primeiro desde o amargo impasse eleitoral de abril.

Para críticos, a última versão dos planos do governo para combater o crime não ataca as raízes do problema, como a impunidade generalizada - causada em grande parte por um sistema judicial defasado e corrupto e pela cumplicidade de alguns policiais mal pagos.

(Reportagem de Diego Ore)

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