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Governo líbio quer criar um novo sistema de pagamento para compradores de petróleo

Internacional|Do R7

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Por Ulf Laessing

TRÍPOLI (Reuters) - O governo da Líbia com reconhecimento internacional pretende criar um novo sistema de pagamento para receber as receitas vindas do petróleo ignorando o seu banco central que é baseado em Trípoli, capital que não está mais sob o seu controle, afirmou neste sábado um alto oficial da área de petróleo.

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O país produtor de petróleo e integrante da OPEP tem dois governos e parlamentos paralelos desde agosto, quando um grupo chamado Amanhecer Líbio tomou Trípoli, forçando a administração reconhecida do primeiro-ministro Abdullah al-Thinni a se retirar para o leste.

O banco central, que administra as receitas do petróleo, tem procurado ficar fora do conflito, mas cada lado apontou seus funcionários que competem para comandar a National Oil Corp (NOC), companhia que vende o petróleo líbio.

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No mês passado, Thinni nomeou al-Mabrook Abu Seif como chefe da NOC depois de o governo rival ter escolhido o seu próprio ministro do petróleo para trabalhar na sede da companhia, em Trípoli.

Em uma tentativa de evitar que as receitas vindas do petróleo vão parar nas mãos dos rivais, o governo de Thinni procura estabelecer um novo sistema para compradores estrangeiros por meio de um braço oriental do banco central, disse Abu Seif durante entrevista por telefone.

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“Nós discutimos essa questão com o primeiro-ministro, o presidente da Câmara dos Deputados e com o chefe do banco central... (Ali Salem) Hibri”, afirmou ele, referindo-se ao homem apontado pelos parlamentares aliados de Thinni depois de terem votado pela saída de Sadiq al-kabir, que ainda está no comando da instituição, de acordo com site do banco central.

Nenhuma decisão final foi tomada, declarou Abu Seif.

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O governo de Thinni também planeja fazer mudanças nos altos cargos da NOC, mas não irá criar a sua própria empresa de petróleo em separado, comentou ele.

O banco central está mantendo as receitas do petróleo em seus cofres, exceto pelo salário dos funcionários públicos e subsídios para comida, numa tentativa de se manter fora da briga.

Mas a luta pelo dinheiro vindo do petróleo provavelmente irá se intensificar, uma vez que ambos os governos precisarão de um novo orçamento a partir de 2015. 

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