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Governo venezuelano acusa EUA de ingerência por comentários de porta-voz

Internacional|Do R7

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Caracas, 20 fev (EFE).- O Governo da Venezuela acusou nesta quarta-feira os Estados Unidos de "ingerência" por um comentário de uma porta-voz do Departamento de Estado sobre a Constituição venezuelana, dizendo que deveriam ser convocadas eleições presidenciais caso Chávez não possa seguir no cargo. "A Venezuela rejeita de maneira mais contundente as declarações emitidas pela porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Victoria Nuland, que são uma nova grosseira ingerência do Governo de Washington nos assuntos internos da Venezuela", disse a Chanceleria em comunicado. Victoria disse na terça-feira que, caso a doença de Chávez o impeça de exercer permanentemente o poder, a Constituição venezuelana exige que sejam convocadas novas eleições no país. "Caso o presidente Hugo Chávez fique permanentemente inabilitado para servir, nosso entendimento é que a Constituição venezuelana requer que haja uma eleição para escolher um novo presidente", disse a porta-voz. A Chancelaria venezuelana afirmou hoje que "no marco da revolução democrática que o poder popular constrói há 14 anos, a única transição é em direção ao socialismo bolivariano, sob liderança do Governo revolucionário do Comandante Hugo Chávez". Além disso, acusou Victoria de estar "em perfeito sintonia com o discurso da desestabilizadora e corrupta direita venezuelana, o que coloca em evidência, mais uma vez, os nexos de subornidação desta burguesia crioula aos interesses imperiais". A Chancelaria também afirma que "as especulações" de Victoria sobre a situação de Chávez e as instituições venezuelanas geraram uma "profunda indignação no povo da Venezuela, que hoje acompanha com entusiasmo e sentido de afeto o Presidente". Chávez retornou à Venezuela na segunda-feira após passar mais de dois meses em Cuba, onde foi submetido a uma cirurgia para tratar um câncer situado na zona pélvica. Chávez, de 58 e desde 1999 no poder, teve que superar um longo pós-operatório complicado por conta de uma hemorragia e uma infecção pulmonar que acarretou em uma insuficiência respiratória. Segundo indicou o Governo na sexta-feira, o presidente venezuelano respira através de uma cânula traqueal que dificulta a fala e recebe um "tratamento enérgico para a doença, não estando isento de complicações". Não foram divulgadas informações sobre o estado de Chávez desde seu retorno ao país. EFE jlp/ff

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