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Grandes potências querem resultados rápidos em diplomacia restaurada com Irã

Internacional|Do R7

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Por Fredrik Dahl

VIENA, 5 Mar (Reuters) - Seis potências mundiais pediram nesta terça-feira resultados rápidos e concretos nas negociações nucleares com o Irã, que foram retomadas depois de um hiato de oito meses, a fim de evitar a ameaça de uma nova guerra no Oriente Médio.

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Em um comunicado conjunto, Estados Unidos, Rússia, China, França, Alemanha e a Grã-Bretanha descreveram as conversas da semana passada com o Irã na cidade de Almaty, no Cazaquistão, de "úteis", e disseram que a diplomacia seria buscada ativamente nos próximos meses.

As potências disseram que estavam "profundamente preocupadas que o Irã continue a realizar certas atividades nucleares" contrárias às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, incluindo medidas recentes para instalar mais centrífugas avançadas de enriquecimento de urânio.

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Os dois lados devem se reunir de novo no início de abril no mesmo local para outra rodada de discussões políticas para tentar pôr fim a anos de impasse na disputa, depois de conversas de especialistas que acontecerão em Istambul ainda neste mês.

"Buscamos resultados tangíveis nesse processo diplomático em um estágio inicial", disse o comunicado entregue em uma reunião do órgão da agência nuclear da ONU de 35 nações, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena.

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"Reafirmamos nosso apoio continuado por uma solução diplomática à questão nuclear iraniana", disse o comunicado, que foi lido pela embaixadora britânica Susan le Jeune d'Allegeershecque.

As potências pediram a Teerã que adotasse imediatamente "passos significativos" para lidar com as preocupações da AIEA referentes a "possíveis dimensões militares" do programa nuclear do país. O Irã vem se mostrando evasivo ao questionamento da ONU há mais de quatro anos.

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A linguagem relativamente leve usada no comunicado de uma página refletia um aparente compromisso entre os quatro Estados ocidentais de um lado e Rússia e China de outro.

No passado, Moscou e Pequim criticaram as sanções unilaterais ocidentais sobre Teerã, e tenderam a ser menos duros em seus comunicados públicos. Diplomatas ocidentais disseram que a prioridade agora era demonstrar a unidade das grandes potências na questão nuclear do Irã.

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, disse nesta segunda-feira que o presidente Barack Obama não está blefando sobre usar a força para frustrar as ambições nucleares do Irã se todo o resto falhar, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pedia uma "ameaça militar credível" contra Teerã.

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