Internacional Gravação mostra que Khashoggi foi torturado e decapitado, diz jornal

Gravação mostra que Khashoggi foi torturado e decapitado, diz jornal

O cônsul da Arábia Saudita, segundo a publicação, demonstrava preocupação com o local onde o jornalista iria ser morto 

Khashoggi torturado e decapitado

Câmera registra entrada de jornalista

Câmera registra entrada de jornalista

CCTV/Reuters/02-10-18

Várias gravações dos momentos em que o jornalista saudita Jamal Khashoggi esteve no consulado saudita em Istambul foram reveladas pelo diário turco Yeni Safak nesta quarta-feira (17).

As gravações, segundo o jornal, mostram que Khashoggi ouviu ameaças em interrogatório, tendo sido torturado e depois decapitado.

Desde que entrou no consulado, no último dia 2, para pegar papeis para seu casamento, Khashoggi está desaparecido. Autoridades da Turquia desconfiam que ele tenha sido morto no local.

'Se quer viver, fique quieto'

Segundo o jornal, pode-se ouvir que o cônsul-geral da Arábia Saudita, Mohammad al-Otaibi, ameaçou o jornalista saudita: "Se você quer viver, fique quieto!"

Caso Khashoggi: Turquia suspeita de agentes ligados ao governo saudita

Por outro lado, a publicação dá a entender que o cônsul estava preocupado com o local onde ele seria executado.

“Faça isso fora. Você vai me meter em apuros", teria dito o diplomata saudita.

Arte R7

Citando outra publicação, o jornal Middle East Eye, a reportagem diz que uma fonte informou que Khashoggi foi morto em menos de 10 minutos.

"Demorou sete minutos para Jamal Khashoggi morrer, uma fonte turca que ouviu na íntegra uma gravação em áudio dos últimos momentos do jornalista saudita."

Então, segundo a fonte, o jornalista foi "arrastado" até a sala ao lado do escritório do cônsul. E seus gritos só pararam de ser ouvidos após, supostamente, ele ter recebido uma injeção de substância desconhecida.

Reação mundial

O desaparecimento de Khashoggi provocou uma reação mundial. Manifestantes em Istambul exigem uma explicação.

E os governos da Turquia e dos Estados Unidos, para onde Khashoggi tinha fugido, temendo ser preso na Arábia Saudita, também investigam o caso.

Após revista no consulado, feita na terça-feira (16), uma autoridade turca afirmou que investigadores encontraram evidências de que o jornalista foi assassinado dentro do local.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, desembarcou em Ancara nesta quarta-feira, para conversar com autoridades sauditas a respeito do ocorrido.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, nega veementemente ter conhecimento a respeito do possível assassinato de Khashoggi.