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Grécia apresenta nova proposta para tentar "acordo mutuamente beneficente"

Alexis Tsipras, primeiro ministro grego, enviou proposta para Angela Merkel e François Hollande

Internacional|Do R7

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Alexis Tsipras diz que quer "solução definitiva e não um adiamento para o problema"
Alexis Tsipras diz que quer "solução definitiva e não um adiamento para o problema"

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, apresentou neste domingo a nova proposta de reformas do país ao presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, à chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e ao presidente da França, François Hollande, para tentar "um acordo mutuamente beneficente".

"O primeiro-ministro apresentou aos três líderes a proposta grega para um acordo mutuamente beneficente, que dê uma solução definitiva e não um adiamento para o problema", informou a presidência grega em comunicado.

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Tsipras, segundo a nota, repassou o conteúdo das conversas telefônicas com os líderes europeus ao Conselho de Ministros da Grécia, reunido neste momento.

À tarde viajará para Bruxelas para participar amanhã da cúpula europeia sobre a situação do país. Segundo a imprensa local, já estão na capital belga o ministro de Estado, Nikos Pappas, e o chefe da equipe negociadora grega, Euclidis Tsakalotos.

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O novo plano da Grécia mantém os três tipos de taxa do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), em 6,5%, 13% e 23%, propostos anteriormente e já negados pelas instituições credoras.

No entanto, Atenas estaria disposta desta vez a mudar a incidência do tributo sobre alguns alimentos e o setor hoteleiro para aumentar as receitas fiscais, como pedem os credores - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional. Quanto à previdência, o governo estudaria abolir as aposentadorias antecipadas a partir do próximo ano, o que geraria uma economia de 200 milhões de euros, assim como reduzir as pensões complementares mais altas.

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Em uma entrevista ao jornal "Ethnos" publicada hoje, Pappas se mostrou convencido de que chegara a um acordo "respeitando leis, a democracia e a coesão social". O ministro afirmou que a Grécia procura uma solução que permita o retorno do crescimento dentro do euro, sem repetir os erros do passado.

— Não pedimos só um acordo, queremos uma solução. Para que haja um acordo, ele deve beneficiar o povo. A restauração dos direitos trabalhistas, a oposição aos cortes dos salários e das pensões, nossa libertação da política de austeridade catastrófica e um tratamento integral da dívida foram e seguem sendo nossos objetivos.

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