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Guerra na Síria matou mais de 220 mil pessoas nos últimos 4 anos, calculam ativistas

Cerca de 11 mil vítimas são crianças e outras 7 mil são mulheres

Internacional|Do R7

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Destroços de explosão na Síria
Destroços de explosão na Síria

Pelo menos 220.271 pessoas, entre elas 67.293 civis, morreram desde o início do conflito da Síria, em março de 2011, revelou um levantamento divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Do total de vítimas civis, 11.021 são menores de idade e 7.049 mulheres. Os números foram contabilizados desde o registro da primeira morte no país devido ao confronto, em 18 de março de 2011, até o último dia 14 de abril.


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Pelo lado da oposição ao governo do presidente Bashar al Assad, 68.101 combatentes perderam a vida, sendo 37.336 sírios pertencentes à brigadas rebeldes, 2.512 desertores do regime e 28.253 estrangeiros de várias nacionalidades, entre eles europeus, asiáticos, americanos e australianos, a maior parte militante de grupos extremistas islâmicos.


Dentre as organizações radicais presentes na Síria estão o Estado Islâmico (EI), a Frente al Nusra - filial síria da Al Qaeda -, o Jund al Sham, o Jund al Aqsa e a Brigada al Khadra.

Nas fileiras governamentais há pelo menos 46.843 soldados e outros 31.346 milicianos de comitês populares e grupos pró-regime mortos. Somam-se a eles 682 integrantes da organização libanesa Hezbollah e 2.844 xiitas de outros países que viajaram à Síria para auxiliar o governo de Assad. Ainda foram documentadas as mortes de 3.162 pessoas que o Observatório Sírio de Direitos Humanos não conseguiu identificar.


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A estatística exclui 20 mil desaparecidos em prisões do regime, 7 mil soldados pró-governo capturados pelos insurgentes e outras 6 mil pessoas sequestradas pela Frente al Nusra e pelo EI.

O número total de mortos divulgado hoje pelo Observatório é similar ao cálculo da ONU. No último dia 2 de março, o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, afirmou que 220 mil pessoas morreram e mais de 4 milhões de sírios estão refugiados em países vizinhos.

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