Logo R7.com
RecordPlus
‌

'Guerra não é a solução', diz Ahmadinejad em visita à Síria

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, afirmou nesta segunda-feira em entrevista que a guerra "não é a solução" na Síria, pedindo que Damasco e a oposição cheguem a um acordo nacional.

"Guerra não é a solução. O governo que governa pela guerra terá uma tarefa muito difícil e aqueles que chegarem ao poder (pela guerra) terão igualmente uma tarefa dificílima", disse Ahmadinejad, referindo-se ao regime e à oposição, em entrevista concedida à rede de televisão árabe Al-Mayadeen, com sede em Beirute.

‌

"Não pode haver uma guerra religiosa na Síria", país de maioria sunita dirigido por um clã alauíta, afirmou, acrescentando que "é preciso tentar obter um entendimento nacional".

Perguntado se o presidente Bashar al-Assad faz parte da solução ou se deve deixar o poder, Ahmadinejad respondeu: "Acredito que cabe ao povo sírio determinar quem fica e quem parte".

‌

O presidente do principal aliado regional de Damasco se defendeu de qualquer ingerência. "Nós não vamos interferir. É o povo sírio que deve escolher por meio de eleições. Como organizar eleições livres? É preciso que a segurança impere e, se não houver consenso nacional, não haverá segurança", reforçou Ahmadinejad ao Al-Mayadeen, canal conhecido por posições pró-Irã e Síria.

Comentando o ataque aéreo efetuado por Israel em 30 de janeiro contra instalações militares nas proximidades de Damasco, Ahmadinejad considerou que o ato é uma "prova de fraqueza" do estado hebreu, mas reconheceu a incapacidade da Síria de dar uma resposta ao ataque.

‌

"Gostaríamos que as circunstâncias fossem diferentes na Síria, pois assim ela poderia se defender", afirmou.

Na segunda-feira, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Said Jalili, havia alertado Israel, afirmando que a "entidade sionista se arrependerá da agressão contra a Síria", sem dar mais detalhes.

‌

O ministro israelense da defesa, Ehud Barak, confirmou implicitamente neste domingo o ataque, reafirmando que Israel não permitirá que armas sejam transferidas da Síria para o Hezbollah xiita libanês, aliado de Damasco e inimigo declarado de Israel.

kam-ram/cco/mm/dm

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.