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Hamas rejeita iniciativa de paz reformulada pela Liga Árabe

Plano prevê que palestinos recebam zonas que estão sob soberania israelense

Internacional|Do R7

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Haitham Al-Meshal, de 24 anos, foi morto ontem em um ataque aéreo israelense na cidade de Gaza. No mesmo dia, um colono israelense foi morto a facadas por cidadão palestino na Cisjordânia
Haitham Al-Meshal, de 24 anos, foi morto ontem em um ataque aéreo israelense na cidade de Gaza. No mesmo dia, um colono israelense foi morto a facadas por cidadão palestino na Cisjordânia

O movimento Hamas, no poder em Gaza, rejeitou de maneira taxativa nesta quarta-feira (1º) a nova versão da iniciativa de paz da Liga Árabe, que inclui expressamente o princípio de uma troca de territórios entre Israel e os palestinos.

Em Ramalah, sede da Autoridade Palestina de Mahmud Abbas, o negociador Mohamad Chtayeh manifestou reservas sobre a nova formulação da proposta de paz que data de 2002. Em entrevista à rádio oficial Voz da Palestina, ele afirmou que "não gosta da ideia de emendar a iniciativa".


Em uma reunião em Washington entre uma delegação da Liga Árabe e o secretário de Estado americano John Kerry, o primeiro-ministro do Qatar, Hamad ben Khasem al-Thani, cujo país preside o comitê de acompanhamento da iniciativa de paz árabe, se declarou favorável a um intercâmbio de territórios "comparável e aceito mutuamente".

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Estes intercâmbios, já mencionados em negociações de paz anteriores, permitiriam a Israel conservar os grandes blocos de assentamentos onde vive a maioria dos colonos. Os palestinos receberiam zonas que estão atualmente sob a soberania israelense.


Salah Bardawil, dirigente do Hamas, movimento que não reconhece Israel, emitiu um comunicado sobre o assunto.

— Nossa posição sobre este tema é clara e o Hamas rejeitou a iniciativa e o princípio de intercâmbio de território. Peço à delegação árabe que trabalhe para acabar com a colonização e continua fixada nas reivindicações de sempre dos palestinos.


Mohamad Chtayeh afirmou que "a iniciativa árabe era um todo. Não tínhamos a intenção de uma emenda".

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