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Hollande espera que euro supere o dólar como moeda de referência

Presidente francês esteve no Brasil para discutir trocas comerciais e atrair investimentos

Internacional|Amanda Mont'Alvão Veloso, do R7

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Hollande lamentou não estar presente para o aniversário da amiga Dilma, no próximo sábado
Hollande lamentou não estar presente para o aniversário da amiga Dilma, no próximo sábado

O presidente da França, François Hollande, defendeu os investimentos do país europeu no Brasil e disse esperar que o euro supere o dólar como moeda de referência no mundo. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (13), durante visita a Dilma Rousseff, em São Paulo, para participar do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, realizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

— A presidente Dilma Rousseff usou o dólar para informar nossas trocas comerciais [US$ 10 bilhões], mas um dia estaremos prontos para que o euro seja a moeda de reserva e de câmbio no mundo.


O comércio entre Brasil e França corresponde a 9 bilhões de euros (cifra registrada no ano passado) e o país europeu é hoje o quinto maior investidor no Brasil. O encontro tem como objetivo dobrar a relação bilateral até 2020.

O presidente destacou que a França não está preocupada em se perguntar quando vai sair da crise, mas sim, de que maneira e com que força.


— A Europa está terminando de fazer sua união financeira, monetária e bancária.

Durante o encontro, o mandatário francês destacou o crescimento econômico brasileiro acompanhado por avanços na renda, na saúde e na educação. Para Hollande, não há porque temer as economias emergentes.


— A França está colocando em ordem as suas finanças e vejo com admiração o baixo endividamento público brasileiro.

Antes de se reunir com Dilma, Hollande exalta parceria entre Brasil e França


Do total de capital francês investido no Brasil, metade se concentra em São Paulo.

— Sei que cada vez que investimos 1 euro no Brasil, um valor maior volta para a França. O investimento público elevado e a inovação explicam o sucesso da economia brasileira. A França confia no Brasil.

O presidente ressaltou que deseja que o Brasil intensifique os investimentos na França. Por fim, Hollande lamentou a estadia curta no país, principalmente por que ele vai perder o aniversário de Dilma, que completará 66 anos no próximo sábado (14). No fim de seu discurso, a brasileira apresentou o francês como “meu amigo Hollande”.

— Foi uma das melhores visitas que nós tivemos nos últimos tempos.

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