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Homem conta como salvou mulher sequestrada há 10 anos

Amanda Berry, 27 anos, foi sequestrada há dez e cuja fuga audaciosa permitiu que a polícia descobrisse e libertasse outras duas mulheres, Gina DeJesus e Michele Knight

Internacional|Do R7

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A menina de seis anos (à direita) encontrada na casa é filha de Amanda Berry (centro) com o sequestrador
A menina de seis anos (à direita) encontrada na casa é filha de Amanda Berry (centro) com o sequestrador

Charles Ramsey conta que, na noite de segunda-feira (7), estava sentado em sua casa, cuidando da própria vida, ou melhor, saboreando um sanduíche do McDonald's, quando, de repente, ouviu gritos vindos de uma casa vizinha.

Correndo para o jardim, Ramsey viu que alguém enlouquecidamente chutava a porta de uma casa de dois andares, localizada num tranquilo bairro de Cleveland, Ohio.

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"Eu saí... com meu Big Mac... e perguntei: que raios está acontecendo?'", contou Ramsey à imprensa.

"E a mulher disse: 'Fui sequestrada. Estou nesta casa há muito tempo. Quero ir embora. Agora mesmo".

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A mulher era Amanda Berry, 27 anos, que foi sequestrada há dez e cuja fuga audaciosa permitiu que a polícia descobrisse e libertasse outras duas mulheres, Gina DeJesus e Michele Knight, também sequestradas e dadas como desaparecidas há dez anos.

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Berry só conseguiu fazer um buraco na porta do tamanho de sua mão, e foi Ramsey que conseguiu ajudá-la a sair da casa carregando uma menina pequena.

Com os vizinhos começando a se aglomerar, Berry levou a foragida para uma casa vizinha e ela conseguiu assim ligar para o 911, o telefone de emergência dos Estados Unidos.

"'Me ajude", falou Berry, visivelmente nervosa. "Sou Amanda Berry. Fui sequestrada e estou desaparecida há dez anos, e estou aqui, estou livre agora".

"Certo", respondeu o operador do 911. "Fique aí com seus vizinhos e fale com a polícia quando ela chegar".

Ramsey também ligou para o 911 e contou a mesma história.

"Ela disse que se chama Linda Berry ou qualquer merda assim. Eu não sei quem ela é", afirmou.

"Ela é negra, branca ou hispânica?", perguntou o operador.

"É branca, mas o bebê dela parece hispânico".

"As pessoas que ela disse que fizeram isso, sabe dizer se estão na casa?", prosseguiu o operador.

"Não faço a menor ideia, cara", respondeu Ramsey.

Quando a polícia chegou, Berry revelou que outras duas mulheres - DeJesus e Knight - estavam dentro da casa.

Elas foram rapidamente resgatadas e os investigadores isolaram o imóvel para poder investigá-lo minuciosamente.

O dono da casa, um ex-motorista de ônibus escolar, Ariel Castro, 52 anos, foi preso - ironicamente lanchando também no McDonald's vizinho -, assim como seus irmãos Pedro, 54, e Oneil, 50.

As três mulheres passaram a noite no hospital MetroHealth de Cleveland, onde o médico Gerald Maloney confirmou que estavam em boas condições apesar de seu suplício.

"Elas conseguiam falar, estavam bem, e a equipe do hospital está tratando de sus necessidades. Isso é bom. Esse tipo de história geralmente não tem esse final", comentou.

Em seu site de pessoas desaparecidas, o FBI, que oferecia uma recompensa de 25 mil dólares por uma informação que levasse a Berry, imediatamente trocou a condição para "resgatada".

Enquanto isso, no YouTube, Ramsey tornou-se um herói e seu vídeo de entrevista virou viral.

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