Homem empurra ex-namorada da escada após recusa de beijo de Ano Novo e a deixa paralítica
A vítima, Janine Kazmi, de 38 anos, teve a coluna quebrada e passou por uma complexa cirurgia em janeiro de 2021
Internacional|Do R7
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Um homem foi condenado a 14 anos de prisão na Escócia após empurrar a ex-namorada de uma escada durante a véspera de Ano Novo, deixando a mulher paralítica. O crime ocorreu depois que a vítima se recusou a beijá-lo, segundo apuração do Tribunal Superior de Glasgow.
Barry Shankly, de 45 anos, foi considerado culpado em julho de 2024 por conduta abusiva contra sua ex-parceira. A vítima, Janine Kazmi, de 38 anos, teve a coluna quebrada ao ser empurrada por cima de uma balaustrada na casa do agressor, em Dalmarnock, em Glasgow, no início de janeiro de 2021.
De acordo com o processo, Kazmi foi submetida a meses de comportamento controlador e violento ao longo do relacionamento. Após a queda, Shankly tentou enganar a ex-namorada, afirmando que ela havia caído acidentalmente. A vítima acordou no hospital com perda temporária de memória, mas posteriormente recuperou lembranças do episódio e procurou a polícia.
Kazmi foi internada no Hospital Real de Glasgow e passou por cirurgia na coluna em 6 de janeiro de 2021. Os médicos informaram que ela havia fraturado a coluna entre a 23ª e a 25ª vértebra e que ficaria paraplégica. “Nunca mais vou andar e não posso ter filhos por causa da minha lesão”, afirmou. “Ele não só tirou a minha vida, como também impediu que outra acontecesse.”
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O casal se conheceu em um site de namoro em outubro de 2016, quando Kazmi vivia na Tailândia. O relacionamento começou à distância e, em setembro de 2019, ela se mudou para o apartamento de Shankly em Glasgow. Segundo o depoimento da vítima, o comportamento do então companheiro tornou se cada vez mais controlador. “Ele mexeu no meu celular e me trancou no apartamento. Eu não podia ter amigos. Ele me isolou de todos”, disse.
A violência se intensificou durante uma viagem a Lisboa, em janeiro de 2020, quando Kazmi relatou ter sido empurrada e ter batido a cabeça após Shankly pisar em seu celular. “Era para ser um momento feliz, mas fui pressionada, puxada e ameaçada. Ele prometeu que não aconteceria novamente, e eu acreditei nas mentiras dele”, afirmou.
Em outubro de 2020, Kazmi decidiu encerrar o relacionamento, mas disse que manteve contato com o ex-companheiro a contragosto. Dois meses depois, ele a convidou para passar a véspera de Ano Novo com ele. Ao deixar o local, Shankly tentou beijá la na escada. “Naquela noite, eu disse a ele que nosso relacionamento não era mais assim e ele me empurrou”, relatou.
Segundo Kazmi, ela perdeu a consciência após a queda e acordou no hospital sem se lembrar do ocorrido. Shankly a visitou durante a internação e apresentou versões diferentes sobre o acidente. “Ele disse que eu estava sentada no corrimão ao telefone quando caí. Mas minha memória começou a voltar e eu percebi que não houve nenhuma ligação telefônica”, disse. “Ele dizia coisas diferentes para as pessoas, e nada fazia sentido.”
O agressor foi preso e negou as acusações, mas acabou condenado pelo tribunal. A pena prevê 14 anos de prisão, dos quais 13 devem ser cumpridos em regime fechado.
Após o crime, Kazmi passou dois anos em moradia temporária considerada inacessível, enquanto aguardava uma residência definitiva. Ela afirma que levou mais dois anos para que sua casa fosse adaptada. Hoje, atua como defensora dos direitos das pessoas com deficiência e de sobreviventes de violência doméstica. “Se alguém me pergunta sobre minha deficiência, eu conto o que aconteceu. Não tenho vergonha. É importante conscientizar as pessoas”, disse.
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