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HRW diz que Senado dos EUA deve "esclarecer" papel de Brennan na CIA

Internacional|Do R7

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Washington, 31 jan (EFE).- A organização não-governamental "Human Rights Watch" disse nesta quinta-feira que, durante o processo de confirmação de John Brennan como próximo diretor da CIA, o Senado dos EUA deveria "esclarecer" o que ele sabia sobre o uso de tortura por parte da agência de espionagem. Brennan, nomeado em 7 de janeiro pelo presidente Barack Obama para substituir David Petraeus, comparecerá perante uma audiência de confirmação do Comissão de Inteligência do Senado no próximo dia 7 de fevereiro e, previsivelmente, enfrentará perguntas relacionadas com sua passagem pela CIA durante a Presidência do republicano George W. Bush. Segundo ex-funcionários do Governo, Brennan, subdiretor executivo da CIA durante a Administração Bush, teve conhecimento do uso de métodos indevidos nos interrogatórios do órgão a supostos terroristas, incluindo a prática da "asfixia simulada", indicou ao portal "MSN News". "John Brennan, nos últimos anos, foi uma figura que em momentos importantes tomou uma posição positiva em relação aos direitos humanos, por exemplo, buscando maior transparência em torno ao uso de aviões não tripulados por parte da CIA" e que estes estejam a cargo das forças militares, disse em entrevista coletiva Maria McFarland, analista da HRW. "No entanto, nos preocupa o fato de que ele esteve na CIA em uma posição bastante importante na época em que o órgão estava profundamente envolvido em torturas e abusos contra os direitos humanos. No passado, falou da utilidade de enviar pessoas a outros países para serem interrogadas e torturadas", disse McFarland. "Nossa posição é que o Senado deve esclarecer o papel que Brennan teve na época em que ele esteve dentro da CIA, fazer perguntas muito completas, muito específicas sobre o que fez, o que soube e o que autorizou" e se teve um papel de dirigir ações da CIA nesses temas, enfatizou. Além disso, McFarland considerou necessário que o Senado dos EUA desqualifique um relatório de inteligência de 6 mil páginas sobre as ações da CIA, em particular seu polêmico programa de detenções e interrogatórios de terroristas durante a Administração Bush. McFarland fez essas declarações em Washington ao divulgar o relatório de 2013 da HRW sobre os direitos humanos em mais de 90 países e que, na sessão relativa aos EUA, critica duramente as políticas penitenciária e migratória e a luta antiterrorista do Governo de Obama, incluindo os contínuos abusos na base naval de Guantánamo (Cuba). EFE mp/ff

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