Internacional Índia anuncia multa milionária à Anistia Internacional

Índia anuncia multa milionária à Anistia Internacional

Investigação por crimes financeiros foi considerada como 'caça às bruxas' pela organização de defesa dos direitos humanos

AFP

Resumindo a Notícia

  • Índia anuncia multa milionária à Anistia Internacional.
  • Investigação por crimes financeiros foi considerada 'caça às bruxas' pela organização.
ONGs se consideram vítimas de assédio do governo nacional hindu de Narenda Modi

ONGs se consideram vítimas de assédio do governo nacional hindu de Narenda Modi

SAM PANTHAKY / AFP - 09.07.22

A Índia impôs uma multa de US$ 6,5 milhões à unidade local da Anistia Internacional por crimes financeiros, após uma investigação considerada uma "caça às bruxas" pela organização de defesa dos direitos humanos.

A Direção de Aplicação, a agência que investiga crimes financeiros no país, informou na sexta-feira (8) que a AI violou as normas de financiamento da Índia ao utilizar doações estrangeiras para ampliar suas atividades locais.

Em um comunicado, a agência informa que a organização internacional deve pagar uma multa de US$ 6,5 milhões e seu ex-diretor Aakar Patel uma multa adicional de US$ 1,3 milhão.

Até o momento a AI não fez um comentário sobre a multa.

A organização parou de operar na Índia em 2020, depois que o governo congelou suas contas bancárias. Na época, a AI alegou ser vítima de "uma incessante caça às bruxas do governo indiano contra os grupos de direitos humanos por motivos infundados".

A Anistia Internacional e outras ONGs se consideram vítimas de assédio do governo nacional hindu do primeiro-ministro Narenda Modi por suas críticas à forma como as minorias indianas são tratadas e pelas denúncias de abusos cometidos em zonas de conflito, principalmente na Caxemira.

A Anistia foi acusada de sedição depois de organizar uma conferência em 2016 sobre violações dos direitos humanos na Caxemira. As acusações foram retiradas posteriormente. Os escritórios em Bangalore (sul) da organização foram invadidos em 2018 pela Direção de Aplicação da Lei.

No início daquele ano, Patel não conseguiu deixar o país devido a uma ação judicial e foi impedido de embarcar em um voo para os Estados Unidos.

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