Índia anuncia realização de eleições gerais em abril e maio
Internacional|Do R7
Nova Délhi, 5 mar (EFE).- A Índia anunciou nesta quarta-feira a realização de eleições gerais nos próximos meses de abril e maio, que serão desenvolvidas em nove fases e deverão contar com 814 milhões de eleitores. "Trata-se de um novo marco na história da democracia indiana", afirmou o chefe da Comissão Eleitoral, V. S. Sampath, em um evento realizado em Nova Délhi e transmitido ao vivo pelas televisões locais. As eleições serão a disputa do Partido do Congresso, que governa o país e é liderado pelo herdeiro da dinastia Nehru-Gandhi, Rahul, e o hinduista Bharatiya Janata Party (BJP), liderado por Narendra Modi e que desponta como favorito. Os resultados serão conhecidos em 16 de maio. A convocação acontece devido ao término da atual legislatura, no próximo dia 31 de maio. A primeira das nove fases de votação será em 7 de abril e a última no dia 12 de maio. Um total de 930 mil zonas eleitorais estarão abertas durante as votações, um número 12% maior que nas gerais de 2009. O número de eleitores aptos a votar cresceu em 100 milhões em relação às últimas eleições e, pela primeira vez, os eleitores poderão marcar nas cédulas a opção de não votar em nenhum dos candidatos. Após duas legislaturas no poder, o Partido do Congresso perdeu bastante espaço, assolado por casos de corrupção e por uma economia que se desacelerou nos últimos anos. Rahul Gandhi - filho, neto e bisneto de primeiros-ministros - está à frente da campanha eleitoral do Partido do Congresso, mas não consegue convencer os eleitores, de acordo com as enquetes. O ultranacionalista Narendra Modi, apontado pelas pesquisas como o novo primeiro-ministro, é um líder carismático, com fama de ser um gestor bom e eficiente. No entanto, Modi, chefe do governo regional de Gujarat - um dos mais prósperos da Índia - conta com opositores entre as minorias religiosas, especialmente a muçulmana, por seu suposto envolvimento no massacre de mil de pessoas em 2012 nesse estado do oeste do país. EFE jlr/rpr











