Logo R7.com
RecordPlus

Índia dá início a suas eleições gerais

Colégios eleitorais em seis distritos esperam um total de 7,6 milhões de eleitores

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Os colégios eleitorais abriram às 07h (horário local, 23h30 de domingo em Brasília)
Os colégios eleitorais abriram às 07h (horário local, 23h30 de domingo em Brasília)

A Índia começou nesta segunda-feira (7) nos estados do nordeste de Assam e Tripura uma maratona eleitoral que terá nove períodos e no qual o nacionalista hindu Narendra Modi sai como favorito para assumir o poder.

Os colégios eleitorais abriram às 07h (horário local, 23h30 de domingo em Brasília) em cinco distritos eleitorais em Assam e um em Tripura, com um total de 7,6 milhões de eleitores convocados às urnas, informaram fontes eleitorais à imprensa local.


Poucos analistas políticos duvidam que os partidos mais votados nas eleições gerais serão, nesta ordem, o hinduísta Bharatiya Janata Party (BJP) e o histórico Partido do Congresso, que lidera o atual governo.

No entanto, a impossibilidade de conseguir uma maioria que lhes permita formar um governo os obrigará a fazer alianças com alguns dos mais de 350 partidos que formam o panorama eleitoral indiano, uma tarefa árdua devido ao amplo leque de interesses que os movimenta.


Empregadas domésticas na Índia: profissão de risco

Fotos mostram cotidiano de sofrimento vivido por refugiados sírios


Tanto o Partido do Congresso da dinastia Nehru-Gandhi como o BJP contaram tradicionalmente com o apoio de certos partidos com os quais se aliaram para dominar um parlamento com 543 assentos.

O partido da dinastia Nehru-Gandhi lidera a Aliança Progressista Unificada (UPA), com o qual somou nas últimas eleições, em 2009, 262 cadeiras que o elevaram ao poder e com os quais pôde terminar o mandato de maneira mais ou menos estável.


Alguns dos membros mais destacados da UPA são o Partido Nacional do Congresso, uma cisão do governamental Partido do Congresso e que possui oito membros no parlamento, ou a regional Conferência Nacional de Jammu & Kashmir, com três cadeiras.

No entanto, durante seu atual mandato, o congresso viu a UPA se enfraquecer após a saída de seus dois aliados mais importantes, o regionalista Tamil Nadu Dravida Munnetra Kazhagam (DMK) e o partido bengali Trinamul, ambos com 18 cadeiras.

Por sua vez, o BJP lidera a Aliança Democrática Nacional (NDA), que tem muito menos poder no parlamento do que a UPA e que conta com o partido extremista hindu Shiv Sena de Maharashtra, que obteve 11 cadeiras nas últimas eleições, como seu principal apoio.

A fragilidade da NDA provém, segundo diversos analistas, do medo que um partido, o BJP, desperta nas minorias de todo o país. Ele proclama uma Índia só para os hindus, e que os demais credos deverão se sujeitar a seus desígnios.

Como alternativa aos dois blocos principais está a "Terceira Frente", formada por uma dezena de partidos regionais e comunistas que se definem como "seculares e de esquerda" e que teriam 92 cadeiras se somassem seus atuais postos no parlamento.

A principal força nesta aliança é o Partido Samajwadi (SP), que governa o estado mais populoso da Índia, Uttar Pradesh, e conta com 21 cadeiras, sendo a terceira legenda mais votada — empatada com o Bahujan Samaj Party (BSP) — após o Partido do Congresso e o BJP.

Alianças como a "Terceira Frente" para desgastar os partidos nacionais já foram negociadas em várias ocasiões, embora seus integrantes costumem se dispersar ou mudar de lado segundo seus interesses.

A última experiência de governo que não incluía os grandes partidos aconteceu em 1996-98 a chamada "Frente Unida", que em breve se desmoronou e causou uma antecipação eleitoral.

À margem destas alianças estão grandes partidos independentes, cujo respaldo às principais formações dependerá do poder de negociação de seus membros.

O BSP — cujo reduto de votos são os "dalit", ou intocáveis — é o principal rival do SP em Uttar Pradesh, sobretudo se for levado em conta o sistema indiano, no qual o partido mais votado em um distrito eleitoral conquistar todas as cadeiras.

A líder do BSP, a carismática Mayawati, presidiu durante quatro mandatos Uttar Pradesh, estado onde obteve o total de suas cadeiras no parlamento de Nova Déli, apesar de sua vocação de partido nacional a ter levado a se candidatar em mais distritos do que nenhum outro partido: 500 dos 543 distritos eleitorais da Índia.

Outra legenda que tenta pela primeira vez obter uma posição privilegiada no parlamento e roubar votos do Partido do Congresso e do BJP é o recém-criado AAP (Partido do Homem Comum), liderado pelo ativista anticorrupção Arvind Kejriwal.

Mas a batalha nacional será diferente, e como afirmou o analista Milan Vaishnav, a incessante criação de partidos em regiões saturadas de representação transformará os políticos em "canibais", capazes de se aniquilar por um punhado de votos.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.