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Indiana mata uma das filhas alegando estar "amargurada" por ter tido gêmeas

Internacional|Do R7

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Nova Délhi, 1 nov (EFE).- Uma mulher que estrangulou uma de suas filhas e depois jogou o corpo em um esgoto foi presa na Índia após confessar que cometeu o crime porque estava "amargurada" por ter tido gêmeas, informou nesta sexta-feira a polícia indiana. O cadáver da bebê, de apenas três meses, foi achado na terça-feira nas proximidades de um hospital de Nova Déli por uma funcionária do hospital, disse à agência indiana "Ians" uma fonte da polícia que não quis ser identificada. A mãe da menina, Gudia, de cerca de vinte anos, contou que sua filha tinha levado o bebê no hospital para um tratamento, mas ontem, diante da pressão policial, confessou o crime. "Durante o interrogatório, Gudia admitiu que ela tinha jogado a própria filha no esgoto após estrangulá-la, porque estava amargurada de ter dado à luz a gêmeas ", disse a fonte. Na Índia é notória a preferência pelo filho homem: ele perpetua a linhagem, herda a propriedade e cuida de seus pais na velhice, enquanto, no caso das meninas, os progenitores devem pagar um caro dote à família do marido. Por causa desse fator cultural, é muito comum a prática ilegal de abortos seletivos e feticídios de bebês do sexo feminino, uma prática que o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, qualificou como "uma vergonha nacional". O censo indiano de 2011 revelou que há 7,1 milhões a menos de meninas que de meninos entre 0 e 6 anos; e no total da população indiana (de 1,21 bilhão de pessoas), há 940 mulheres para cada mil homens. Em um significativo ato contra a marginalização da mulher, realizado este ano no oeste da Índia, 222 meninas receberam novos nomes das autoridades locais depois que seus pais as registrassem simplesmente como "Indesejada". EFE mt/cd

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