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Indonésia nega recursos de australianos condenados à morte

Brasileiro também pode ser executado por tráfico de drogas

Internacional|Ansa

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Rodrigo Goularte é o outro brasileiro no corredor da morte na Indonésia
Rodrigo Goularte é o outro brasileiro no corredor da morte na Indonésia

A Corte Constitucional da Indonésia negou nesta segunda-feira (6) os recursos apresentados pela Austrália para evitar que dois cidadãos seus, Andrew Chan e Myuran Sukumara, sejam executados por tráfico de drogas. Segundo a Justiça, o tribunal não tem competência para recusar um pedido feito pelo próprio presidente do país, Joko Widodo.

O mandatário negou todos os pedidos de clemência feitos até o momento e diz que as execuções servem para evitar que mais estrangeiros levem entorpecentes para a Indonésia.


Os advogados de defesa anunciaram que irão recorrer da decisão. Chan e Sukumura são considerados os líderes do grupo de traficantes "Nove de Bali" e foram condenados à morte em 2006.

Os australianos fazem parte do grupo de 11 pessoas — entre elas o brasileiro Rodrigo Goularte — que foram condenadas pelo mesmo crime. Além deles, há ainda acusados da França, Nigéria, Gana e das Filipinas.


Australianos condenados à morte na Indonésia vão recorrer de novo, diz advogado

Os fuzilamentos realizados a mando de Widodo, após julgamentos, têm causado diversos problemas diplomáticos para o arquipélago, especialmente com o Brasil, França, Austrália e Holanda.


Em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff negou as credenciais do novo embaixador indonésio no Brasil.

Apesar de todos os pedidos terem sido negados até o momento, a Procuradoria irá esperar que todos os condenados esgotem as possibilidades de recursos para fazer a execução.

Em janeiro, os indonésios mataram seis pessoas — entre elas, o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira — acusadas de traficarem drogas para a ilha.

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