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Inspetores do Vaticano suspeitam que importante setor foi usado para lavagem de dinheiro

Internacional|Do R7

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Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Investigadores financeiros do Vaticano suspeitam que um departamento da Santa Sé que supervisiona imóveis e investimentos pode ter sido usado no passado para lavagem de dinheiro, troca de informações confidenciais e manipulação de mercado, de acordo com um relatório visto pela Reuters.

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A informação do documento confidencial, que cobre o período entre 2000 e 2011, foi encaminhada para ser averiguada por investigadores italianos e suíços porque parte das atividades ligadas às contas ocorreu supostamente nestes países, disse uma fonte de alto escalão do Vaticano.

Embora a maior parte da atenção da mídia às finanças nebulosas do Vaticano se concentre há décadas em seu banco oficial, o Instituto para as Obras de Religião (IOR, na sigla em italiano), um departamento chamado Administração do Patrimônio da Santa Sé (APSA) atuou com plenos poderes em temas financeiros.

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A APSA, uma espécie de escritório geral de contabilidade, administra os imóveis do Vaticano em Roma e outros locais da Itália, paga os salários dos funcionários do Vaticano e atua como uma agência de aquisições e um departamento de recursos humanos.

Uma de suas duas divisões também gerencia o portfólio de finanças e ações do Vaticano. O relatório de 33 páginas apresenta a suspeita de que esta divisão foi usada por alguém de fora para negócios sem relação com o Vaticano com a possível cumplicidade de funcionários da APSA, o que violaria suas próprias regras.

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A investigação interna é parte de uma iniciativa do papa Francisco de dar rédea solta para as autoridades financeiras do Vaticano analisarem o problema a fundo, sobrepujando alguns cardeais que prefeririam esquecer o passado agora que o Vaticano adotou grandes reformas e instituiu controles para impedir práticas irregulares.

Com Francisco no comando, o Vaticano reformou seu banco assolado por escândalos, deu mais poder à sua Autoridade de Inteligência Financeira, nomeou seu primeiro auditor-geral e criou um novo ministério para supervisionar as atividades econômicas de todos seus departamentos, que anteriormente usavam seus orçamentos com pouco ou nenhum controle.

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Não ficou claro se isso bastará para trazer transparência financeira total para o tradicionalmente sigiloso Vaticano.

(Reportagem adicional de Stefano Bernabei)

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