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Insurgentes sírios se retiram de reunião em sinal de divisões na oposição a Assad

Internacional|Do R7

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Por Angus McDowall

RIAD (Reuters) - Um poderoso grupo islâmico insurgente disse que se retirou de uma reunião da oposição síria em Riad nesta quinta-feira porque as propostas rebeldes tinham sido ignoradas, em um movimento que destacou as divisões persistentes entre os inimigos do presidente da Síria, Bashar al-Assad.


A conferência de ativistas políticos e grupos rebeldes na Arábia Saudita criou um organismo conjunto para preparar negociações de paz com o governo de Assad, propostas por potências mundiais em uma reunião em Viena, no mês passado.

Uma declaração no fim da conferência de dois dias afirma que Assad deve deixar o poder no início de um período de transição, e fez um apelo por um Estado cívico democrático e inclusivo. O texto também se comprometeu a preservar as instituições do Estado.


Mas o grupo islâmico Ahrar al-Sham disse que se retirou das negociações, contestando o que disse ser um papel de destaque dado ao grupo opositor de política interna, o Órgão de Coordenação Nacional para a Mudança Democrática (NCB, na sigla em inglês). O grupo afirmou que o NBC foi considerado uma organização pró-Assad, não de oposição.

O grupo também disse em um comunicado divulgado em sua conta no Twitter que a conferência na Arábia não tinha dado "peso real para as facções revolucionárias", em termos de sua representação nas negociações ou no resultado.


Várias fontes da oposição disseram mais tarde que o Ahrar al-Sham voltou para a conferência, mas o grupo não confirmou.

A oposição estava disposta a iniciar conversas com representantes do governo sírio e aceitar um cessar-fogo supervisionado pela ONU, segundo o comunicado.


A reunião dos opositores em Riad ocorre em meio a uma escalada no conflito da Síria e aos esforços diplomáticos em ritmo acelerado para se encontrar uma solução política para uma guerra que envolveu potências militares regionais e levou milhões de refugiados a buscarem segurança no exterior.

Na quarta-feira, a conferência concordou que Assad e seus tenentes não deveriam exercer nenhum papel em uma transição para a democracia.

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