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Irã: 5+1 oferece alívio de sanções em caso de pausa no programa nuclear

Internacional|Do R7

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Washington, 7 nov (EFE).- Os negociadores das potências ocidentais ofereceram nesta quinta-feira ao Irã a possibilidade de impor um alívio "limitado e reversível" em parte de suas sanções em troca de que Teerã "ponha em pausa" qualquer avanço em seu programa nuclear, explicou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. "Estamos centrados em desenvolver um enfoque por fases. O primeiro passo enfrentaria as atividades nucleares mais avançadas do Irã e aumentaria a transparência. Isto deteria o progresso do programa nuclear do Irã pela primeira vez em uma década", declarou Carney em entrevista coletiva. Em troca, "o Grupo 5+1 (Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia, mais a Alemanha) consideraria um alívio limitado, seletivo e reversível das sanções que não afetaria a principal arquitetura de sanções" pelo menos no caso americano, acrescentou o porta-voz. A nova rodada de negociações do Irã com o Grupo 5+1 sobre seu programa nuclear foi retomada hoje em Genebra com uma troca "séria e substancial que oferece a possibilidade de um acordo verificável", assegurou Carney. A proposta ocidental contempla a possibilidade de voltar a iniciar as sanções suspensas "se o Irã não cumprir seu compromisso", e inclusive de "aumentar ainda mais" as restrições econômicas a Teerã, segundo o porta-voz. "Nossa opinião é que necessitamos permitir que haja uma pausa para explorar o potencial destas negociações, que são sérias", acrescentou. As ações que o Irã tomar em resposta ao alívio de sanções devem ser "verificáveis e irreversíveis", advertiu Carney. A oferta, apresentada hoje à equipe negociadora iraniana em Genebra, requer que o país suspenda sua produção de urânio enriquecido e aceite novas restrições a seu programa em troca de um alívio "temporário" das sanções, detalhou um alto funcionário americano em entrevista à imprensa em Genebra. O objetivo é "ganhar tempo" para seguir negociando e chegar a um acordo no início de 2014, que imponha limites permanentes à capacidade de produzir os componentes de uma bomba nuclear, acrescentou o funcionário, que pediu anonimato. A Casa Branca calcula que o Irã está a cerca de um ano de distância de conseguir uma arma nuclear se começasse a trabalhar para isso agora, lembrou hoje Carney. A representante americana nas negociações, a subsecretária de Estado, Wendy Sherman, propôs ao Congresso do país a possibilidade de um alívio às sanções quando retornou da rodada anterior em Genebra, em meados de outubro. O governo de Barack Obama já solicitou ao Congresso "uma pausa na imposição de novas sanções", indicou Carney. Vários legisladores se mostraram céticos com a proposta, entre eles o senador democrata Robert Menéndez. "Por que é tão impossível fazer que o Irã aceite a possibilidade de suspender (seu programa)? Se não quer reduzir suas centrífugas ou diminuir (o limite de enriquecimento de) 20%, por que não suspendê-lo para poder negociar", questionou Menéndez em entrevista à "CNN". Sherman se reuniu hoje durante aproximadamente uma hora em Genebra com o "número dois" de Relações Exteriores iraniano, Seyyed Abbas Araghchi, com quem manteve uma conversa "séria e substancial", informaram à Efe fontes do Departamento de Estado. EFE llb/rsd

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