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Irã apresenta plano de paz para Iêmen enquanto houthis sofrem derrotas no campo de batalha

Internacional|Do R7

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ÁDEN (Reuters) - O Irã propôs um plano de paz para o Iêmen nesta terça-feira e pediu o fim dos ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita contra os rebeldes houthis, seus aliados, mas a iniciativa deve receber uma resposta fria por parte dos sauditas.

Na frente de batalha, milicianos leais ao presidente deposto Abd-Rabbu Mansour Hadi disseram ter expulsado milicianos houthis de vários pontos no sul do Iêmen, incluindo distritos da cidade portuária de Áden, o ponto crucial de um conflito que entrou na sua fase mais perigosa três semanas atrás.

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Depois de prolongados combates de rua, milicianos houthis se retiraram do distrito de Khor Maksar, em Áden, onde estão localizados o aeroporto e as missões diplomáticas estrangeiras.

A retirada priva os houthis de uma ponte para áreas centrais onde enfrentam forte resistência dos combatentes locais.

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A Arábia Saudita e seus aliados árabes sunitas têm bombardeado os houthis desde 25 de março, para expulsá-los de Áden, a cidade mais importante ainda mãos de Hadi.

Os houthis, muçulmanos xiitas majoritários no norte do país, assumiram o controle da capital do Iêmen, Sanaa, em setembro, confinando Hadi à residência presidencial. Ele escapou para Áden em fevereiro e depois fugiu para a capital saudita, Riad, no mês passado enquanto as forças houthis avançavam sobre a cidade.

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O conflito, embora enraizado em rivalidades locais, tornou-se um campo de batalha para as potências regionais, a Arábia Saudita, de regime sunita, e o Irã, xiita. A Arábia Saudita e outras potências acusam o Irã de armar os houthis e interferir nos assuntos do Iêmen. O governo iraniano nega dar apoio militar aos houthis.

Em Madri, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, apresentou nesta terça-feira uma proposta de paz envolvendo um cessar-fogo, assistência humanitária, diálogo entre as facções iemenitas e um governo de base ampla.

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"Essa questão deve ser resolvida pelos iemenitas. Irã e Arábia Saudita precisam conversar, mas não podemos falar para determinar o futuro do Iêmen", disse ele em entrevista coletiva.

Zarif também afirmou que os ataques aéreos "simplesmente não são a resposta. Todas as operações em terra e ar têm deveriam parar".

Na segunda-feira, Zarif pediu um novo governo no Iêmen e se ofereceu para ajudar em uma transição política.

É improvável que a oferta agrade ao regime saudita, que diz estar protegendo Hadi e seu governo no exílio dos combatentes houthis.

Mas, como o maior exportador mundial de petróleo, a Arábia Saudita também está descontente com a perspectiva de convulsão prolongada no seu vizinho do sul.

Hadi e seus aliados sauditas também enfrentam feroz oposição dos soldados leais ao ex-presidente do Iêmen Ali Abdullah Saleh, que se uniu a seus velhos inimigos houthis.

A Al Qaeda, que tem promovido atentados suicidas contra o houthis, também representa uma ameaça para a estabilidade do Iêmen. Os Estados Unidos enviaram ajuda e pessoal ao país nos últimos anos, como parte de sua guerra contra militantes islamistas, mas suas equipes militares deixaram o Iêmen no mês passado.

(Reportagem de Michael Georgy)

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