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Irã condiciona reabertura de Ormuz ao fim de ataques dos EUA e de Israel no Líbano

Declaração ocorre em um momento de incerteza sobre os termos do cessar-fogo

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz ao fim dos ataques dos EUA e de Israel.
  • Vice-ministro das Relações Exteriores do Irã sinaliza que navios poderão passar apenas após as condições serem atendidas.
  • O estreito foi fechado devido ao que o Irã considera uma "grave violação intencional" da trégua por Israel.
  • Incerteza sobre os termos do cessar-fogo, que enfrenta pressão com o aumento dos bombardeios em Beirute.

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Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz
Vice-ministro das Relações Exteriores iraniano afirmou que o país garantirá a navegação Stringer/Reuters - 11.03.2026

O Irã condicionou a reabertura do estreito de Ormuz ao fim dos ataques dos Estados Unidos no Oriente Médio e à interrupção dos bombardeios de Israel no Líbano, em meio à fragilidade do cessar-fogo anunciado nesta semana.

Em entrevista à BBC, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, afirmou que Teerã permitirá a passagem de navios, conforme normas internacionais, apenas após essas condições serem atendidas.


Segundo o vice-chanceler, o estreito foi fechado após o que classificou como “grave violação intencional” da trégua por Israel.

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“Você não pode ter tudo ao mesmo tempo”, disse, acrescentando que a mensagem foi transmitida “de forma clara” a Washington.


Khatibzadeh afirmou ainda que o país garantirá a segurança da navegação, mas reiterou que isso depende da retirada das ações militares americanas.

“Acho que mostramos a todos que a segurança energética é fundamental para o Irã, é fundamental para esse corpo d’água no golfo Pérsico, e vamos cumprir as normas internacionais e o direito internacional”, acrescentou.


A declaração ocorre em um momento de incerteza sobre os termos do cessar-fogo, que já sofre pressão com a intensificação dos bombardeios israelenses em Beirute.

Autoridades americanas e iranianas divergem sobre se o acordo inclui o Líbano, enquanto Teerã mantém controle de fato sobre Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.

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