Irã diz que bases militares dos EUA na Síria e no Iraque voltaram a ser atacadas por drones
Resistência Islâmica iraquiana, que comprou míssil dos aiatolás, assumiu a autoria dos atentados, que teriam deixado 45 feridos
Internacional|Do R7

A agência oficial de notícias do Irã (Irna, em inglês) informou, nesta terça-feira (7), que duas bases militares dos Estados Unidos, localizadas na Síria e no Iraque, foram atingidas em ataques por drones suicidas. Os iranianos citam como fonte a Al-Mayadeen, emissora de TV do Líbano que funciona desde 2012 a partir da capital Beirute.
A Resistência Islâmica no Iraque reivindicou a autoria dos ataques aos americanos nos dois países. Trata-se do segundo ataque a bases dos Estados Unidos no Oriente Médio em pouco mais de duas semanas — na primeira vez, o mesmo grupo terrorista assumiu os atentados contra outros alvos.
Os ataques acontecem no mesmo dia em que o Irã comemorou a venda de mísseis Al-Aqsa-1 para o arsenal da Resistência Islâmica no Iraque.
Na Síria, um grupo de militares baseado na vila de Al-Khadra, na Síria, foi alvo do ataque suicida dos drones. Segundo a Al-Mayadeen, citada pela Irna, os terroristas iraquianos também acertaram uma base militar americana na localidade de Erbil, no Iraque.
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Os disparos são uma resposta à guerra que Israel trava contra os terroristas do Hamas em Gaza, região da Palestina. Segundo a agência de notícias do Irã, os Estados Unidos são cúmplices nos bombardeios aéreos e na invasão terrestre israelenses que assolam o povo palestino.
Ainda conforme a agência iraniana, oficiais americanos disseram, na segunda-feira, que o número de soldados americanos feridos em ataques com drone na Síria e no Iraque pode ser mais que o dobro do que foi divulgado pelo Pentágono. Pelo menos 45 americanos teriam tido ferimentos leves ou lesões mais sérias na cabeça.
Os Estados Unidos contam com 900 soldados na Síria e cerca de 2.500 no Iraque, atualmente em combate ao grupo Estado Islâmico, e fazem frequentemente operações contra jihadistas.
Irã vende mísseis ao Iraque
A mesma agência de notícias do Irã disse hoje que os grupos da Resistência Islâmica do Iraque compraram um míssil de médio alcance Al-Aqsa-1. Segundo comunicado do grupo terrorista iraquiano, a arma foi adquirida em resposta aos crimes cometidos por israelenses, com o apoio americano, em Gaza.
Este míssil foi usado para atingir as bases americanas no Iraque e na Síria. Após o apoio de Washington a Israel na resposta militar em Gaza, a Resistência Islâmica do Iraque avisou que começaria a atacar bases dos EUA no país do Oriente Médio.
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O Irã divulgou, nesta quinta-feira (20), imagens de um galpão, num local não identificado, repleto de drones usados na guerra da Ucrânia e em outros conflitos pelo mundo por aliados. Nas próximas fotos, veja o poder de fogo da ditadura dos aiatolás incrustada no coração da Ásia
Terroristas assumem atentados
Em nota oficial, a Resistência Islâmica no Iraque assumiu a autoria dos ataques desta terça-feira.
"A Resistência Islâmica no Iraque anunciou que os seus seguidores atacaram a base de ocupação americana, Harir, no norte do Iraque, com dois drones, e atingiram diretamente os seus alvos. Mais tarde, anunciou o ataque à base de ocupação americana no aeroporto de Erbil, com drones, que atingiram diretamente os seus alvos", diz o comunicado.
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