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Irã e AIEA esboçam acordo básico de inspeções mas diferenças persistem

Internacional|Do R7

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Teerã, 13 fev (EFE).- O Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) esboçaram nesta quarta-feira um acordo básico sobre informação e inspeções do programa nuclear do país árabe, embora ainda parmaneçam algumas divergências, informou a televisão estatal iraniana em inglês, a "PressTV. O embaixador do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, disse após o encontro realizado hoje em Teerã que as diferenças pendentes e algumas novas propostas serão discutidas em uma próxima reunião, que ainda não tem data definida. O oitavo encontro entre uma delegação da AIEA, liderada por seu inspetor chefe de Desarmamento, Herman Nackaerts, e uma representação iraniana, comandada por Soltanieh, tinha como objetivo elaborar um acordo definitivo que afaste as suspeitas de que o programa nuclear iraniano tem uma vertente militar. Antes da reunião, o porta-voz do Ministerio das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, disse que seu país aceitaria "um acordo integral com a AIEA sobre a base de que os direitos nucleares de nosso país seriam reconhecidos de acordo com o Tratado de Não-Proliferação (TNP) nuclear". Mehmaparast acrescentou que a possibilidade da delegação da AIEA visitar a base militar de Parchin, nos arredores de Teerã, algo que os inspetores pedem há mais de um ano, poderia ser "parte do acordo". Após a reunião, no entanto, não foi revelado se esta visita seria realmente realizada. Hoje, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que seu país só permitiria a visita dos inspetores da AIEA à base de Parchin, onde a agência nuclear da ONU suspeita que podem estar sendo realizadas atividades paralelas ao programa atômico do Irã. O país árabe, como signatário do TNP, é obrigado a permitir a inspeção de suas instalações nucleares, mas não assinou o Protocolo Adicional, por isso pode negar o acesso da AIEA a lugares que não estão diretamente relacionados com a energia atômica. A AIEA acusou por várias vezes o Irã de não colaborar suficientemente com o organismo e insistiu que tem informações que apontam que o programa nuclear do país pode ter uma vertente armamentista. EFE cho/dk

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