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Irã nega que ex-presidente tenha dito que forças de Assad usaram gás venenoso

Internacional|Do R7

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PARIS, 2 Set (Reuters) - O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou nesta segunda-feira notícias de que o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani acusou o governo sírio de utilizar armas químicas na guerra civil no país, dizendo que as declarações foram "distorcidas".

No domingo, a Agência de Notícias Trabalhista do Irã (Ilna) citou Rafsanjani como tendo dito que as autoridades sírias dispararam armas químicas contra seu próprio povo --uma afirmação impressionante, dada a estreita aliança de Teerã com Damasco. Horas mais tarde, a Ilna substituiu a notícia por uma matéria que não atribui culpa pelo ataque.

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"As declarações do presidente do Conselho de Discernimento (Rafsanjani) foram distorcidas e negadas por seu gabinete", disse Marzieh Afkham, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, segundo a agência de notícias Isna.

A Ilna inicialmente citou Rafsanjani como dizendo: "O povo foi alvo de um ataque químico por seu próprio governo e, agora, também deve esperar por um ataque por estrangeiros."

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Em reportagem posterior da Ilna, ele foi citado como dizendo: "Por um lado, o povo da Síria é alvo de um ataque químico e agora devem esperar por um ataque por estrangeiros"

Rafsanjani se referia aos preparativos dos EUA para um ataque militar punitivo contra Assad, em resposta ao ataque químico.

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A primeira versão do seu discurso é nitidamente diferente dos comentários de outras autoridades iranianas, que disseram que os rebeldes que lutam contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, foram responsáveis ​​pelo ataque com gás em um subúrbio de Damasco em 21 de agosto.

Rafsanjani é um aliado próximo do presidente iraniano, Hassan Rouhani, e comanda o Conselho de Discernimento do Irã, que aconselha o líder clerical supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

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Soldados iranianos sofreram ataques com gás venenoso durante a guerra do país contra o Iraque entre 1980 e 1988, e os líderes iranianos condenaram repetidamente o uso de armas químicas.

(Por Yeganeh Torbati)

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