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Irã retém outro navio estrangeiro por contrabando de combustível

Embarcação transportava 700 mil litros de combustível de contrabando, segundo um comunicado da corporação militar de elite iraniana

Internacional|Da EFE

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Guarda Nacional diz que defende interesses do Irã
Guarda Nacional diz que defende interesses do Irã

A Força Naval da Guarda Revolucionária do Irã anunciou neste domingo (4) que reteve outro navio-tanque "estrangeiro" que realizava atividades de contrabando de combustível perto da ilha de Farsi, no golfo Pérsico.

O navio transportava 700 mil litros de combustível de contrabando, segundo um comunicado da corporação militar de elite iraniana, que não detalhou a bandeira do cargueiro.

A nota acrescenta que, após receber a autorização judicial pertinente, foi efetuada a detenção "surpresa" da embarcação, que foi transferida ao porto iraniano de Bushehr, enquanto sua carga foi entregue à Companhia Nacional de Distribuição de Petróleo.

No comunicado, a Guarda Revolucionária ressalta ainda que "sempre está preparada para defender os interesses do Irã" e que não poupará esforços nesta missão.

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Por sua parte, a emissora de televisão estatal iraniana afirmou que o navio tentava levar combustível de contrabando a alguns países árabes.

Este é o segundo cargueiro estrangeiro detido no golfo Pérsico no último mês, depois que a Guarda Revolucionária reteve no dia 14 de julho outra embarcação que transportava um milhão de litros de combustível de contrabando no sul da ilha de Larak.

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Esse navio tinha bandeira do Panamá e tinha pertencido a uma companhia dos Emirados Árabes Unidos, mas não ficou claro a que país e empresa está vinculado atualmente.

Também no golfo Pérsico, a Guarda Revolucionária capturou no último dia 19 de julho o petroleiro de bandeira britânica Stena Impero por descumprir as normas de navegação, algo que Londres e a companhia barqueira negam.

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A Marinha britânica tinha interceptado duas semanas antes em Gibraltar o petroleiro iraniano Grace 1, que segue retido, por suspeitas de que transportava petróleo à Síria, país sujeito a sanções da União Europeia.

A captura do Stena Impero agravou a crise no golfo Pérsico e, em particular, no estreito de Ormuz, para onde tanto os Estados Unidos como o Reino Unido propuseram enviar uma coalizão naval para escoltar as embarcações.

As autoridades iranianas advertiram, por sua parte, que uma maior presença militar estrangeira aumentará a tensão na região, onde ocorrem desde maio ataques a petroleiros e navios-cisterna e destruições de drones. 

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