Israel acena com limitação de assentamentos para negociar paz
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, até agora vincula a retomada do processo de paz ao congelamento total das obras
Internacional|Do R7
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu nesta segunda-feira (10) que Israel está disposto a limitar a expansão dos seus assentamentos na Cisjordânia a fim de contribuir com a retomada do processo de paz com os palestinos.
A expansão dos assentamentos foi citada como sendo a principal razão para a interrupção do processo de paz patrocinado pelos Estados Unidos, em 2010, e também como um obstáculo para os mais recentes esforços de Washington pela retomada das negociações.
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Netanyahu disse à Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento que deseja retomar o processo de paz, mas que a construção dos assentamentos nos territórios ocupados irá continuar "e continua hoje".
No entanto, ele acrescentou que "precisamos ser inteligentes a respeito, não só corretos" e deu a entender que a ampliação dos assentamentos se limitará a grandes blocos de território que Israel já disse que não aceitará abrir mão, caso de Ariel, nos arredores da cidade palestina de Nablus, de Gush Etzion, na região de Belém, e da região de Jerusalém.
"Os assentamentos nos blocos não alterariam substancialmente a capacidade de alcançar um acordo", afirmou Netanyahu na sessão a portas fechadas, segundo nota divulgada à imprensa.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, até agora vincula a retomada do processo de paz ao congelamento total das obras nos assentamentos, que os palestinos veem como um empecilho à criação de um Estado viável.
Um importante aliado de Netanyahu, o deputado Avigdor Lieberman, disse à Rádio do Exército de Israel que o país já paralisou a ampliação dos assentamentos em Jerusalém Oriental, área reivindicada pelos palestinos como capital do seu eventual Estado.
"Deve-se ver isso como um hiato temporário", disse o ex-chanceler, associando essa pausa aos esforços do secretário norte-americano de Estado, John Kerry, para promover a retomada do processo de paz.
Desde que assumiu o cargo, em fevereiro, Kerry já esteve quatro vezes em Israel e nos territórios palestinos.
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