Como funciona o sistema chinês de hipervigilância para jornalistas estrangeiros
Tecnologia cruza dados e prevê comportamento de alvos espionados pelo governo da China
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A China tem talvez o sistema de câmeras de segurança pública mais avançado do mundo, destaca o professor de direito e especialista em tecnologia João Victor Archegas. Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (22), ele analisa a descoberta de um banco de dados para monitoramento de jornalistas estrangeiros no país, descoberto por um pesquisador de cibersegurança.
A tecnologia reunia fotos oficiais, documentos, acesso a informações sobre pagamentos, números de celulares particulares e ainda mapeava o deslocamento dos alvos espionados. “É praticamente uma câmera por esquina que faz o reconhecimento facial de todo mundo que passa por uma determinada área e vai cruzando esses dados com outras informações que às vezes são menos óbvias.”

Por meio desse cruzamento de dados, o especialista explica que a plataforma é capaz de prever padrões de comportamento e identificar eventuais variações em atividades rotineiras, como uma compra no supermercado ou a ida a uma farmácia.
“Tudo isso é monitorado e vai se criando um quadro muito mais completo de como aquela pessoa pensa, age e, eventualmente, isso pode ser até mesmo usado para fins de controle político ou de monitoramento de pessoas que são consideradas dissidentes”, pontua. Para Archegas, além da violação de privacidade, o programa ameaça a liberdade no país.
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