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Israel deporta palestino em greve de fome para Gaza

Acordo foi feito às vésperas da visita do presidente dos EUA, Barack Obama, à região

Internacional|Do R7

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Sharawneh, que foi atendido em hospitais israelenses durante sua greve de fome, chegou durante a noite, em uma ambulância, ao posto fronteiriço de Erez, principal acesso a Gaza
Sharawneh, que foi atendido em hospitais israelenses durante sua greve de fome, chegou durante a noite, em uma ambulância, ao posto fronteiriço de Erez, principal acesso a Gaza MOHAMMED SALEM/REUTERS

Um preso palestino em greve de fome foi deportado no domingo (17) de Israel para a Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas.

O acordo envolvendo Ayman Sharawneh, cujo caso vinha motivando protestos entre palestinos, pode reduzir os atritos na região, que recebe nesta semana uma visita do presidente dos EUA, Barack Obama.

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Sharawneh, de 37 anos, oriundo de Hebron, na Cisjordânia ocupada, assinou um compromisso de permanecer durante dez anos em Gaza, segundo Qadura Fares, que dirige uma ONG de apoio a presos palestinos.

Israel não se manifestou.

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Sharawneh havia sido solto de uma prisão israelense em 2011, como parte de uma troca envolvendo um soldado israelense que passou mais de cinco anos retido em Gaza. Mas o palestino voltou a ser detido no ano passado.

Em protesto por estarem presos sem julgamento, ele e outros três detentos palestinos vinham realizando greves de fome intermitentes.

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Sharawneh, que foi atendido em hospitais israelenses durante sua greve de fome, chegou durante a noite, em uma ambulância, ao posto fronteiriço de Erez, principal acesso a Gaza.

Ele foi recebido como herói na cidade de Gaza por dezenas de apoiadores que agitavam as bandeiras verdes e brancas do grupo islâmico Hamas, que governa Gaza. Um grupo de apoio a prisioneiros disse que ele foi em seguida internado na UTI do principal hospital de Gaza.

O primeiro-ministro de Gaza, Ismail Haniyeh, do Hamas, referiu-se a Sharawneh como um "prisioneiro herói".

Ele havia sido originalmente preso durante uma rebelião palestina em 2002.

A condição dos quatro presos que fizeram greve de fome e a morte de outro detento ajudaram a motivar protestos que deixaram dezenas de feridos recentemente na Cisjordânia. Dois dos presos que faziam greve de fome abandonaram esse protesto após receberem a promessa de que serão soltos.

Israelenses e palestinos tentam acalmar a atmosfera à espera da primeira visita de Obama à região como presidente. Ele provavelmente defenderá a retomada do processo de paz paralisado desde 2010.

Israel mantém 178 palestinos como presos "administrativos" — supostos militantes que podem ficar detidos sem julgamento por períodos renováveis de três a seis meses, com base em provas secretas.

Qadoura salientou que Shawarneh aceitou o acordo por iniciativa própria. As autoridades palestinas se opõem a deportações a partir de territórios reivindicados como parte do seu futuro Estado.

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