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Israel prende o presidente do Parlamento palestino durante busca por adolescentes

Três jovens israelenses foram sequestrados na quinta-feira (12) na Cisjordânia

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Aziz Dweik, membro do Hamas, foi preso pelo exército de Israel
Aziz Dweik, membro do Hamas, foi preso pelo exército de Israel

O exército de Israel prendeu na madrugada de segunda-feira (16) o presidente do Parlamento palestino, Aziz Dweik, membro do Hamas, durante as operações de busca de três jovens israelenses sequestrados na quinta-feira (12) na Cisjordânia.

"O exército está concentrado naqueles que participaram, estiveram envolvidos ou possuem informações sobre o local no qual estão Gilad Shaar, Naftali Frenkel e Eyal Yifrah", afirmou o porta-voz militar Peter Lerner.


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O porta-voz anunciou a detenção de outros 40 palestinos durante a noite na Cisjordânia, incluindo líderes do movimento islamita Hamas, o que eleva a 150 o número de detidos durante a busca pelos três jovens.

Fontes palestinas confirmaram a detenção de Dweik e de outros cinco deputados do Hamas, todos da cidade de Hebron.


O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, condenou nesta segunda-feira o sequestro de três israelenses pela primeira vez desde que os jovens desapareceram na quinta-feira na Cisjordânia e pediu contenção a todas as partes.

"Condeno a sequência de fatos durante a última semana, começando pelo sequestro de três jovens israelenses e concluindo pela cadeia de violações israelenses" durante a operação de busca na Cisjordânia, afirmou Abbas em um comunicado divulgado pela imprensa palestina. 


Abbas também mencionou "a greve de presos (palestinos), as batidas em imóveis e ataques aos palestinos pelos colonos judeus e o exército de ocupação, o que causou morte de um palestino em Ramala".

Horas antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou com o presidente palestino, a quem pediu colaboração para encontrar os três jovens desaparecidos na quinta-feira quando viajavam em uma estrada da Cisjordânia. 

Israel, que acusa o Hamas pelo sequestro, jogou sobre a Autoridade Nacional Palestina (ANP) a responsabilidade pelo destino dos jovens e afirmou que os sequestradores partiram de território sob domínio da organização.

O governo de Israel acusa o Hamas pelo sequestro dos três jovens, mas até o momento nenhum grupo reivindicou o crime. O movimento radical chamou de "estúpidas" as acusações israelenses.

O Parlamento palestino, eleito em 2006 com maioria do Hamas, está paralisado desde que o movimento islamita assumiu o controle da Faixa de Gaza em junho de 2007 e expulsou as forças do Fatah, o partido do presidente Mahmud Abbas.

Até o fim do ano estão previstas eleições legislativas e presidenciais nos territórios palestinos, segundo o acordo de reconciliação assinado em 23 de abril pelo Hamas, que controla Gaza, e a Organização de Libertação da Palestina (OLP), dominada pelo Fatah.

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