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Itália e Malta dizem que UE deve pressionar Líbia a conter imigrantes

Internacional|Do R7

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VALLETTA, Malta, 11 Nov (Reuters) - A Itália apelou nesta segunda-feira à União Europeia para pressionar a Líbia a conter as quadrilhas de contrabando de imigrantes da África em barcos superlotados e a evitar naufrágios como o que matou centenas de pessoas no mês passado.

Mais de 360 pessoas morreram afogadas ao largo da costa da Sicília em 3 de outubro. Os imigrantes, em sua maioria eritreus, haviam partido da Líbia, onde contrabandistas os maltrataram e os fizeram pagar milhares de dólares para serem levados à Europa.

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"É preciso haver uma iniciativa da UE com a Líbia para tentar gerir de forma diferente as patrulhas e os controles de fronteira", disse o primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, após uma reunião com o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, em Valletta.

Os comentários de Letta foram feitos três dias após investigadores da Sicília prenderem um homem por sequestro, extorsão e abuso de alguns dos eritreus que sobreviveram ao naufrágio do mês passado.

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As histórias de horror contadas aos promotores italianos pelos imigrantes confirmaram os piores temores de grupos humanitários sobre as condições na cada vez mais instável Líbia.

Dois anos após a derrubada do regime de Muammar Gaddafi, as milícias rivais continuam disputando o poder e o primeiro-ministro foi brevemente feito refém no mês passado.

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"Nós devemos enviar uma forte mensagem de que estamos lidando com seres humanos. Isto também significa combater as redes criminosas de pessoas, contrabandistas", disse Muscat.

Itália, Malta e Grécia têm aguentado muito do impacto da crise de imigração de duas décadas da UE e todos pediram mais apoio do bloco europeu.

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Na ausência de uma resposta coordenada da UE, a Itália enviou navios de guerra, helicópteros e aviões não tripulados para tentar evitar novas tragédias no mar.

Letta disse que a missão salvou centenas de vidas no mês passado e pressionou os contrabandistas, que ele chamou de "mercadores da morte".

Malta está se preparando para enviar um navio militar à Líbia para ajudar a patrulhar a costa e evitar a partida de embarcações com imigrantes, disse Muscat.

Letta afirmou que a abordagem de toda a UE para o Mediterrâneo ao longo das últimas duas décadas foi equivocada e que a Itália irá pressionar por uma revisão das políticas do bloco, formado por 28 países, quando assumir a Presidência rotativa no próximo ano.

"Precisamos de uma nova política europeia para África e Oriente Médio", disse Letta.

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