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Itália eleva patrulhas para salvar imigrantes de naufrágios

Internacional|Do R7

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Por James Mackenzie

ROMA (Reuters) - A Itália vai aumentar as patrulhas militares no sul do Mediterrâneo para tentar evitar repetições dos naufrágios que afogaram centenas de imigrantes africanos neste mês.

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O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, disse na noite de sábado que um "pacote naval e aéreo" seria posto em ação no sul da Sicília, onde dezenas de milhares de imigrantes em embarcações superlotadas e frágeis fizeram a passagem da África até agora neste ano.

Autoridades italianas estão cada vez mais preocupadas com as chegadas incontroláveis de uma região desestabilizada pela guerra civil na Síria, o caos na Líbia e a agitação no Egito e em outras partes.

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"Pretendemos triplicar nossa presença em termos tanto de pessoal quanto de meios no sul do Mediterrâneo, pois uma missão militar-humanitária se tornou necessária em parte pelo fato de que a Líbia é atualmente um ‘não-Estado'", disse o ministro da Defesa, Mario Mauro, ao jornal Avvenire.

Ele disse que detalhes financeiros e operacionais da mobilização estavam sendo resolvidos e poderiam envolver mais embarcações de patrulha ou navios mais potentes com maior capacidade de vigilância.

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"Precisamos de medidas fortes para impedir esses naufrágios no mar", disse ele ao jornal.

Além das embarcações da guarda-costeira e da polícia de fronteira, a Marinha italiana tem atualmente três embarcações apoiadas por quatro helicópteros patrulhando a região, e duas aeronaves de vigilância de apoio com visão noturna.

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Itália e Malta, que vêm suportando o peso da crise econômica, pediram mais fundos da União Europeia e que a emergência dos imigrantes seja incluída na agenda da próxima reunião do Conselho Europeu, em 24 e 25 de outubro.

"CEMITÉRIO" MARÍTIMO

"A verdade é que, como as coisas estão, estamos apenas construindo um cemitério em nosso Mar Mediterrâneo", disse o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, em uma entrevista para a BBC.

Ao menos 34 pessoas morreram na sexta-feira e 206 foram resgatadas quando um barco naufragou no sul da Sicília. O incidente acontece apenas uma semana depois que mais de 350 imigrantes da Eritreia e da Somália se afogaram na ilha de Lampedusa.

No domingo, embarcações italianas resgataram cerca de400 pessoas de um barco em apuros a 100 quilômetros ao sul de Lampedusa, enquanto outro barco levando cerca de 100 pessoas foi pego por equipes de resgate de Malta, disse uma autoridade da guarda-costeira.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, general Ban Ki-moon, disse que a comunidade internacional tinha que abordar as causas que estavam na raiz da crise.

As centenas de mortes desencadearam um debate político feroz na Itália sobre as regras rígidas destinadas a combater a imigração clandestina, que veem como um delito oferecer assistência a barcos de imigrantes ilegais.

Letta disse ser a favor de mudar a lei, mas enfrenta uma dura oposição de parceiros da centro-direita em seu governo de coalizão, que insistem que a lei deve ficar.

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