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Itamaraty: Corte de embaixadas no Caribe visa 'adequar necessidades'

Duas representações foram fechadas e outras três estão em processo de fechamento na região. Medida não afeta relacionamento bilateral, diz pasta

Internacional|Ana Luísa Vieira, do R7

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Representação em Saint John's, em Antígua e Barbuda, foi uma das afetadas
Representação em Saint John's, em Antígua e Barbuda, foi uma das afetadas

O Itamaraty confirmou, por meio de nota enviada ao R7 nesta quarta-feira (5), que foram fechadas as embaixadas do Brasil em Dominica e Antígua e Barbuda, no Caribe, com o objetivo de “adequar as necessidades da política externa à realidade de recursos humanos e financeiros do Ministério [das Relações Exteriores]”.

O comunicado completa que as embaixadas em Granada, São Cristóvão e Nevis e São Vicente e Granadinas — também no Caribe — estão em processo de fechamento.

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Segundo a pasta, foram quatro os motivos principais levados em conta para a decisão dos cortes: baixa representatividade de comunidade brasileira nos locais; pouca expressão do comércio bilateral entre esses países caribenhos e o Brasil; volume de trabalho; e avaliação de custos da manutenção dos postos entre 2008 e 2017.

O Ministério das Relações Exteriores reforça que “as embaixadas e consulados brasileiros continuarão a dispor dos meios necessários para o perfeito desempenho de todas as suas atribuições”.

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Ainda de acordo com o Itamaraty, "o enceramento das atividades de alguns postos diplomáticos não importa em diminuição do relacionamento bilateral ou do interesse do Brasil na região”.

Comércio bilateral

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Informações disponibilizadas nos sites das representações informam que, em 2018, o comércio bilateral entre Brasil e Dominica totalizou US$ 4,02 milhões (R$ 15,5 mi). A representação fechada definitivamente em 2019 se encontrava na cidade de Roseau — em 2018, o fechamento da embaixada já havia sido anunciado em em caráter temporário. Até 2009, os interesses brasileiros no país eram representados pela embaixada brasileira em Port of Spain, Trinidad e Tobago. 

Entre Brasil e Antígua e Barbuda, o comércio bilateral chegou a US$ 16,28 milhões (R$ 62,5 mi) em 2018. Até 2009, a representação dos interesses brasileiros junto a Antígua e Barbuda ficava a cargo da embaixada em Barbados. 

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Já a embaixada do Brasil em Granada, que se situa na cidade de Saint George’s, foi aberta em 2008. Em 2018, o comércio bilateral entre os países chegou a US$ 9,02 milhões (R$ 34,8 mi), com superávit — balança favorável — de R$ 34,5 mi para o Brasil.

A embaixada brasileira em São Cristóvão e Nevis havia sido aberta em 2009. No ano passado, o comércio bilateral com o país totalizou US$ 3,9 milhões (R$ 15 mi), com balança favorável para o Brasil de R$ 9,2 bi. 

Em São Vicente e Granadinas, por sua vez, a embaixada do Brasil também foi aberta em 2009. O comércio bilateral entre os países chegou a US$ 2,29 milhões (R$ 8,85 mi) em 2018. 

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