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Itamaraty pede ação do governo francês depois que o consulado brasileiro foi cercado em protesto na Guiana

Pescadores reclamam que países vizinhos não respeitam fronteira marítima guianense

Internacional|Do R7, com Agência Estado

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Consulado brasileiro em Caiena, capital da Guiana francesa, está cercado por manifestantes
Consulado brasileiro em Caiena, capital da Guiana francesa, está cercado por manifestantes

O consulado brasileiro em Caiena, capital da Guiana francesa, está sofrendo um bloqueio, desde a última quinta-feira (31), devido um protesto de pescadores, conforme foi reportado pelo jornal France-Guyane. Entre outras reinvindicações, os manifestantes reclamam que os países vizinhos estão invadindo o território marítimo francês para pescar, atrapanhando as atividades de pesca dos habitantes locais.

Nesta segunda-feira (4), os manifestantes foram recebidos pelas autoridades para apresentar suas reivindicações e iniciar as negociações e assim acabar com o bloqueio. Durante o fim de semana, um funcinário do governo brasileiro chegou a estacionar um carro na frente do prédio para tentar proteger o consulado.


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O governo brasileiro pediu à chancelaria francesa e ao governo local da Guiana Francesa a garantia de segurança no Consulado Geral em Caiena. De acordo com o Itamaraty, foram dadas garantias de que seriam mantidos a segurança dos funcionários e o acesso ao prédio, para que o atendimento local possa ser feito.


Os protestos, no entanto, devem continuar. A polícia local deverá cercar o consulado, mas não vai dispersar os manifestantes, que reclamam, entre outros pontos, a contenção da pesca ilegal por estrangeiros nas águas da Guiana, feita basicamente por brasileiros.

Segundo o Itamaraty, existe uma comissão binacional com a França e com a União Europeia para discutir o cumprimento das normas internacionais de pesca. Também há um grupo de trabalho composto por vários órgãos do governo para tentar conter a pesca ilegal na região.


O centro das manifestações, contudo, vai além das reclamações contra o Brasil. As reivindicações principais são a criação de dois fundos, um para desenvolvimento da pesca local e outro de R$ 8 milhões (3 milhões de euros), para enfrentamento da crise econômica.

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