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John Kerry chega aos Emirados Árabes para falar sobre Irã, Síria e Egito

Internacional|Do R7

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Abu Dhabi, 10 nov (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, chegou neste domingo em visita oficial a Abu Dhabi, onde se reunirá com responsáveis árabes para abordar as negociações sobre o programa nuclear do Irã, a crise síria e a fase de transição no Egito. Segundo fontes oficiais, as reuniões também abordarão as relações estratégicas entre EUA e Emirados Árabes Unidos, um tradicional aliado americano na região. Os encontros começaram hoje, logo após a chegada de Kerry, e se prolongarão até amanhã, quando, a princípio, o chefe da diplomacia dos EUA deverá realizar uma entrevista coletiva. As fontes indicaram que Kerry pretende tranquilizar os países do Golfo Pérsico em torno das conversas com o Irã sobre seu programa nuclear, que foram recebidas com ceticismo e temor na região. Kerry já esteve na Arábia Saudita no começo de sua viagem regional para informar as autoridades de Riad sobre o progresso das negociações. Hoje, antes de chegar aos Emirados, o secretário de Estado dos EUA disse que os americanos "não são cego e nem estúpidos" para julgar as intenções do regime de Teerã em relação ao programa nuclear, que poderia ter suas sanções rebaixadas em caso de um acordo. Observadores árabes consideram que um eventual acordo sobre o programa nuclear iraniano traria benefícios ao regime de Damasco, aliado de Teerã, e, por extensão, a minoria xiita presente na Arábia Saudita e no Iêmen. Em sua reunião com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi e subcomandante supremo das Forças Armadas emiratis, Mohammed bin Zayed al-Nahyan, Kerry explicou os avanços do G5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) na reunião com os representantes iranianos, realizada nos últimos dias em Genebra. Além disso, Kerry informou aos responsáveis árabes sobre os preparativos para a conferência de paz Genebra 2 sobre o conflito sírio, além dos esforços dos EUA para conseguir uma representação unificada da oposição. O americano e o príncipe herdeiro concordaram na importância de apoiar os esforços do governo interino egípcio para estabilizar país e conseguir progressos políticos e econômicos. EFE mys/fk

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