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Josef Fritzl acredita ser ‘amigo’ de Donald Trump, diz advogada do maníaco preso

Criminoso austríaco diz que o republicano se comunica com ele por meio de gestos durante entrevistas coletivas

Internacional|Do R7

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Josef Fritzl prendeu filha em porão da própria casa por 24 anos e a estuprava frequentemente, tendo sete filhos com ela
Josef Fritzl prendeu filha em porão da própria casa por 24 anos e a estuprava frequentemente, tendo sete filhos com ela Reprodução/Der Fall

Condenado à prisão perpétua por manter a própria filha em cativeiro por 24 anos em um porão em Amstetten, na Áustria, Josef Fritzl, hoje com 89 anos, vive atualmente em um regime fechado na penitenciária de Stein, em Krems. Sofrendo de demência, o chamado “monstro do incesto” tem manifestado delírios envolvendo figuras públicas e fantasias de redenção pública, segundo relatos da advogada do criminoso, Astrid Wagner, à imprensa local.

Entre as afirmações mais delirantes, Fritzl garante ser amigo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e acredita que o político norte-americano se comunica com ele por meio de gestos codificados durante entrevistas coletivas transmitidas ao vivo. Ele também estaria convencido de que os aplausos em programas de música folclórica na TV são dirigidos a ele por uma plateia austríaca “grata”.


Ainda segundo Wagner, Fritzl acredita que o atual chanceler da Áustria, Christian Stocker, telefonou para ele pedindo ajuda para “cuidar das crianças”. “Na verdade, ele precisa de um tratamento especializado. A demência está avançando rapidamente”, afirmou a advogada.

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Apesar do histórico de crimes hediondos, um tribunal regional em Krems decidiu, no ano passado, que Fritzl já não representa mais um risco à sociedade e autorizou sua transferência de uma instituição psiquiátrica de segurança máxima para uma prisão comum. A justificativa foi que a demência progressiva suprimiu o transtorno de personalidade que, até então, justificava sua reclusão em regime terapêutico.


Fritzl, no entanto, já vislumbra um futuro em liberdade. Segundo Wagner, ele teria manifestado o desejo de viver em uma casa no interior da Áustria, com um porão, alegando que precisa de espaço para guardar seus “documentos e memórias”. Ele também teria pedido ajuda à advogada para encontrar uma propriedade adequada.

“Ele acredita que, ao ser libertado, será recebido com aplausos, música e celebrações. Obviamente, isso é uma fantasia. Ele não entende o que o mundo realmente pensa dele”, disse Wagner. Fritzl também teria aceitado que a família não quer mais vê-lo. “Ele respeita isso”, disse a advogada.


Mesmo com episódios de delírio, a saúde física de Fritzl é considerada boa para sua idade. Ele passa os dias lendo e assistindo televisão na cela, enquanto a defesa do criminoso tenta viabilizar sua transferência para uma instituição especializada no tratamento de demência, por considerar que o sistema penitenciário comum não oferece o suporte necessário.

A decisão final sobre o destino de Fritzl, entretanto, caberá à Direção Geral de Prisões e Execução de Medidas Custodiais da Áustria.

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