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Juíza britânica adverte Assange por interromper fala de promotor

Pelas próximas 4 semanas, magistrados vão julgar possível extradição de fundador do Wikileaks aos EUA. Assange é acusado de espionagem

Internacional|Da EFE

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Assange é julgado por espionagem
Assange é julgado por espionagem

A juíza britânica Vanessa Baraitser repreendeu nesta terça-feira (8) o australiano Julian Assange por ter interrompido em voz alta uma fala do promotor James Lewis, que representa a justiça dos Estados Unidos, e advertiu que o fundador do portal Wikileaks pode ser expulso da sala onde está sendo julgada sua possível extradição ao território americano.

Em "clara advertência", a magistrada avisou que Assange será "retirado do tribunal e processado em sua ausência" caso volte a interromper os depoimentos.

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Baraitser afirmou que, ao longo deste julgamento, que levará cerca de quatro semanas, Assange "escutará muitas afirmações das quais discordará", mas que "esta não é a oportunidade" para rebatê-las, já que este processo trata apenas de uma eventual extradição para os EUA.

Rebatendo as acusações

No tribunal de Old Bailey, em Londres, o australiano, de 49 anos, contradisse as alegações do promotor, que questionava a segunda testemunha da defesa, o advogado Clive Stafford Smith.

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Fundador da organização sem fins lucrativos Reprieve, Stafford Smith comentou que as revelações do Wikileaks foram "muito úteis" para impulsionar processos contra supostas violações aos direitos humanos e crimes de guerra cometidos pelos EUA, como assassinatos com drones no Paquistão e prisões ilegais em Guantánamo.

Assange interveio, indignado, quando Lewis disse que as acusações dos EUA ao solicitarem a extradição não se devem à publicação de informações confidenciais no Wikileaks, mas ao fato de o portal não ter apagado os nomes de fontes e informantes no Iraque e no Afeganistão, o que "colocou vidas em perigo".

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Segundo Lewis, por este motivo, a declaração da testemunha ao enaltecer a atividade do portal "não é relevante" para o processo.

Stafford Smith prestou depoimento pessoalmente. Na segunda-feira, o historiador de jornalismo Mark Feldstein, da Universidade de Maryland, apoiou por videochamada a tese da defesa de que as acusações contra Assange são "politicamente motivadas".

A promotoria sustenta que as 18 acusações de espionagem e intromissão informática contra Assange são um caso de "criminalidade pura".

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