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Juíza da Suprema Corte do Quênia é detida por suspeita de corrupção

As investigações contra Philomena Mwilu teriam começado após o suposto movimento de grandes somas de dinheiro em diversas contas bancárias

Internacional|Do R7

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A corrupção é um dos principais problemas do Quênia
A corrupção é um dos principais problemas do Quênia

A vice-presidente da Suprema Corte do Quênia, Philomena Mwilu, foi detida nesta terça-feira (28) por um suposto caso de corrupção e será interrogada pela polícia, informam veículos de imprensa locais.

A magistrada, detida na sede do tribunal em Nairóbi, enfrenta "várias acusações de roubo, abuso de poder e evasão de impostos", segundo o jornal local "Daily Nation", que vem investigando este caso a meses.

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De acordo com fontes citadas por este veículo de informação, as investigações contra Mwilu teriam começado após essa evasão de impostos e o suposto movimento de grandes somas de dinheiro em diversas contas bancárias, transações possivelmente relacionadas com o colapso do banco queniano Imperial Bank.

O Banco Central do Quênia (CBK, na sigla em inglês) designou a Corporação de Seguros de Depósitos do Quênia como administradora do Imperial Bank em outubro de 2015, logo depois de sua quebra e o vazamento da informação de que teriam desaparecido 34 bilhões de xelins (cerca de 288 milhões de euros) em depósitos de acionistas.

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Os investigadores então se concentraram nos diretores desta entidade, assim como em diversos funcionários do CBK, que consideraram como possíveis suspeitos.

"Nos últimos meses, têm ocorrido esforços conjuntos para lutar contra a corrupção e os crimes financeiros no país, que prejudicam gravemente a provisão das necessidades básicas à população e afetam o desenvolvimento do país", escreveu hoje o Ministério Público no Twitter.

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O procurador-geral do Quênia, Noordin Haji, afirmou que "muitos outros casos estão sendo investigados e muitos mais estão sendo avaliados" por seu departamento e que "os quenianos deveriam esperar novas investigações e acusações com regularidade".

A detenção de um cargo jurídico tão alto não conta com precedentes na história do Quênia e supõe o ápice de meses de investigações policiais com o propósito de combater a corrupção presente no Poder Judiciário.

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Em junho, o presidente da Suprema Corte, David Maraga, já tinha advertido que não haveria trégua para os funcionários corruptos.

"Saiba que está sozinho se é corrupto e não espere simpatia, misericórdia nem proteção do meu escritório", advertiu Maraga.

A corrupção é um dos principais problemas do Quênia, situada na posição 143 (de 180) na última edição do índice de percepção da corrupção elaborado anualmente pela ONG Transparência Internacional (TI).

O presidente do país, Uhuru Kenyatta, iniciou uma campanha pública com a qual quer demonstrar o compromisso de seu governo com a luta contra a corrupção, especialmente depois do escândalo que representou a detenção de vários funcionários e empresários vinculados ao suposto desvio de 76 milhões de euros de uma entidade pública.

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